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 // Bahia envia remédio de trombofilia para menino internado em hospital do Recife

Publicado em 01/11/2013


Imagem: TV Jornal

O bebê de 1 ano e 3 meses que tem trombofilia e está internado em estado grave no Hospital Esperança, na Ilha do Leite, na área central do Recife, finalmente recebeu o remédio que pode mantê-lo vivo. O anticoagulante Ceprotin, importado da Alemanha, foi enviado pela Secretaria de Saúde da Bahia nessa quinta-feira (31), enquanto o remédio comprado pelo Governo de Pernambuco não chega à capital pernambucana. Cada ampola da medicação custa R$ 3.900 e normalmente é distribuída pela Secretaria de Saúde de Pernambuco, mas está em falta há 12 dias. Atualmente Mateus Vinícius
precisa tomar quatro ampolas da medicação por dia.

A trombofilia é uma anomalia no sistema de coagulação provocada pela deficiência de proteína C no sangue. Quem sofre da doença fica propenso a desenvolver trombose (coágulos sanguíneos) e pode ter partes do corpo necrosadas. Mateus já chegou a ter parte do pé esquerdo amputado e perdeu a visão por causa da falta do remédio. Agora ele está com os dedos das mãos necrosando. O caso dele é único em Pernambuco.

O Governo da Bahia emprestou 30 ampolas do Ceprotin ao Governo de Pernambuco, suficientes para o bebê usar por uma semana. A permuta entre os dois estados foi sugerida pela Defensoria Pública de Pernambuco. A mãe de Mateus, a auxiliar administrativa Gerlainy Lacerda, ficou aliviada, mas já se preocupa com a medicação da semana seguinte.

Em entrevista no estúdio do TV Jornal Meio-Dia nesta sexta-feira (1°), a gerente-geral de assuntos jurídicos da Secretaria Estadual de Saúde, Giovana Ferreira, disse que já depositou 136 mil euros (aproximadamente R$ 400 mil) na conta da Baxter, empresa fabricante do anticoagulante. Segundo ela, o depósito do dinheiro foi feito na última terça-feira (29), mas, por causa dos trâmites do Banco do Brasil, só caiu na conta do laboratório farmacêutico nessa quinta (31).

Giovana explicou ainda que a falta da medicação ocorreu porque a médica de Mateus dobrou a dose de Ceprotin sem comunicar ao Governo do Estado com antecedência. Inicialmente o menino tomava uma ampola por dia, depois passou para duas e atualmente precisa de quatro ampolas diariamente. "A mudança constante de dosagem nos impossibilita de fazer um planejamento. Achamos que a última compra de Ceprotin que fizemos duraria seis meses, mas se esgotou em apenas dois", justificou a gerente.

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