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VEM Trabalhador: com o reajuste, patrões devem fazer nova recarga


Publicado em 18.01.2017 , às 17:20 / Atualizado em 18.01.2017 , às 18:26

Por TV Jornal

Quem trabalha com carteira assinada pode receber um novo crédito no VEM Trabalhador até o final deste mês de janeiro, por conta do reajuste dos valores do transporte coletivo na Região Metropolitana do Recife. O tema vem à tona por que o aumento de 14,26% das passagens de ônibus começou a valer sem que os novos valores tenham sido acrescentados nos créditos concedidos pelos empregadores no início de janeiro.

O direito ao vale transporte é previsto na legislação trabalhista, como explica o advogado Gustavo Bandeira Campelo: “O trabalhador tem 6% do seu salário descontado para esse fim e o custo restante para o deslocamento dele para casa e  para o trabalho fica sob a responsabilidade do empregador, seja ele uma empresa (Pessoa Jurídica) ou uma pessoa física”, detalhou.  

Quem depende do VEM Trabalhador para se deslocar para o trabalho já está preocupado. É o caso da camareira de hotel, Maria Rosineide, que disse que não teria dinheiro para pagar as passagens que vão faltar. Ela estava indo para o trabalho na manhã de hoje (18), partindo da Estação de BRT do Derby.

Reprodução/TV Jornal

No caso do promotor de ventas David Felipe da Costa, vai faltar R$ 33,60. Ele fará no total 52 percursos durante este mês, mas mais da metade, 28, serão com o novo valor. O crédito inicial, feito pela empresa que ele trabalha no início de janeiro foi de R$ 145,60. Ele vai precisar no total de R$ 179,20. O que falta é o equivalente ao deslocamento de cinco dias de trabalho. “Se fosse uma passagem barata, a gente até pagaria, mas do jeito que tá e com tudo caro, não dá!”, desabafou o trabalhador. 

Ainda segundo o advogado trabalhista, Gustavo Bandeira Campelo, a nova recarga do VEM trabalhador, com os valores complementares deve ser feita pela empresa em tempo hábil para o dinheiro não faltar, mas se os créditos acabarem, o empregador pode pagar em dinheiro diretamente ao trabalhador. Caso as empresas não adotem essa conduta, a recomendação do especialista é procurar o Ministério do Trabalho ou a Justiça do Trabalho. 

Protesto

Reprodução/TV Jornal

Durante a manhã desta quarta-feira (18), um grupo do Movimento Revolucionário Cidadão (MRC) chamou a atenção de quem passava pela Praça do Derby, na área central do Recife. Com faixas amarelas que tinham mensagens de incentivo ao uso das caronas e de bicicletas, os manifestantes queriam alertar a população que essas eram opções mais viáveis que gastar com as atuais tarifas do transporte público da Região Metropolitana do Recife.

A diarista Rose da Paixão Tibúrcio era uma das pessoas que participava do movimento. Ela defendia a carona: “A gente tem que se mobilizar, conversar com todo mundo, pegar uma carona aqui e outra alí pra vencer esses preços absurdos. Não podemos aceitar esse aumento”, disse Rose bastante revoltada. 

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