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Aumenta para R$ 1,5 mi o teto para a compra de imóveis com uso do FGTS

Sonho da casa própria

Publicado em 17.02.2017 , às 10:13 / Atualizado em 17.02.2017 , às 14:26

Por TV Jornal

A medida vale somente para imóveis novos.

A medida vale somente para imóveis novos.
Diego Nigro / JC Imagem

Após o anúncio do saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o governo federal aumentou para R$ 1,5 milhão o teto para a compra de imóveis novos com uso do fundo, desde que as operações sejam realizadas entre 20 de fevereiro e 31 de dezembro deste ano. O objetivo da medida - aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada nessa quinta-feira (16) - é o de estimular o setor da construção civil e beneficiar a classe média.

Para impulsionar o poder de compra dos brasileiros e recuperar a confiança do consumidor, o preço de avaliação valerá para todas as regiões do Brasil. O governo já havia aumentado os limites para a compra de imóveis com uso do FGTS no fim do ano passado, que passaram de R$ 650 mil para R$ 800 mil na maior parte do País, com exceção do Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, onde o teto havia passado de R$ 750 mil para R$ 950 mil. Atualmente, o limite em Pernambuco é de R$ 800 mil.



Sistema Financeiro de Habitação

Além disso, o limite de R$ 1,5 mi também foi estendido até dezembro para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), o qual usa recursos do FGTS e da poupança e possui taxas de juros mais baixas, limitadas a 12% ao ano. Lembrando que tem direito ao fundo os trabalhadores que foram demitidos por justa causa e os que pediram demissão até 31 de dezembro de 2015. Na última terça-feira (14), foi anunciado o cronograma de saques das contas inativas do FGTS, que tem início no dia 10 de março.

Confira abaixo a nota divulgada pelo CMN sobre o reajuste do teto do financiamento usando recursos do FGTS, na íntegra:

"Com a mudança, os mutuários terão acesso não só às taxas de juros aplicáveis ao SFH, em geral mais baixas do que aquelas vinculadas a outros tipos de operações imobiliárias, mas à possibilidade de movimentar os recursos de suas contas vinculadas ao FGTS para o pagamento de parte das prestações ou para a amortização dos financiamentos, desde que observados os demais requisitos legais e regulamentares que regem o fundo", afirmou o CMN em nota.

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