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Polícia investiga atropelamento de idoso por taxista em Casa Caiada


Publicado em 16.03.2017 , às 10:12

Por TV Jornal

TV Jornal / Reprodução

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar um acidente no bairro de Casa Caiada, em Olinda. Segundo testemunhas, um taxista vinha em alta velocidade e sem controle pela Rua Jornalista Luiz Andrade, quando atingiu um idoso de 62 anos. O veículo só parou depois de colidir com um coqueiro. O caso aconteceu no domingo (12).

A vítima foi o pintor Ivo Francisco Gonçalves, que está internado no Hospital da Restauração e corre o risco do perder o pé, por causa de complicações da fratura exposta. De acordo com a família, o motorista de táxi que provocou o acidente apresentava sinais de embriaguez.

O taxista foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Olinda, antes da chegada dos agentes de trânsito do município. Segundo a família, os agentes não tinham o equipamento para fazer o teste do bafômetro, e por isso teriam solicitado à médica de plantão um exame de sangue para atestar a embriaguez do motorista, porém ela teria negado.



Joarez Xavier, filho do idoso, registrou a ocorrência na Delegacia do Varadouro durante o plantão. Ele conta que foi ouvido apenas por uma escrivã, que registrou a ocorrência como atropelamento e o deixou ir embora. “Eu assinei alguns papéis e ela me liberou. Eu perguntei se eu não falaria com o delegado, mas ela me disse que não iria precisar, porque o caso não daria em nada”, comenta.

A revolta dos familiares aumentou ao ver que o taxista foi liberado e ao descobrir que ele já responde a um processo na Justiça por outro acidente após consumo de álcool. “Agora estamos juntando toda a documentação necessária, tudo o que a gente precisa para dar entrada em um processo contra o Estado e contra o motorista por danos materiais e tudo o que vamos precisar agora”, comentou a neta do idoso, Marina Xavier.

Bafômetro

De acordo com a Secretaria de Trânsito e Transporte de Olinda, os agentes trabalham com dois bafômetros e o teste foi feito no taxista, mas por causa de problemas no equipamento, não foi possível afirmar com precisão se o motorista estaria alcoolizado. Segundo o delegado de plantão, Jorge Ferreira, como o bafômetro estaria quebrado, ele não teve provas suficientes para autuar o condutor, mas a polícia vai investigar o acidente. Já a UPA de Olinda disse que não é atribuição da unidade realizar exame de sangue para comprovar alcoolemia.

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