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Pais de suspeito de matar Mirella falam sobre Edvan: 'É um menino bom'


Publicado em 20.04.2017 , às 08:32

Por TV Jornal

Foto: Aline Matheus / TV Jornal

Os pais do comerciante Edvan Luiz da Silva, 32 anos, se pronunciaram oficialmente após 15 dias do assassinato da fisioterapeuta Mirella Sena dentro de um flat em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. De acordo com José Maurício Batista do Nascimento, 73 anos, pai adotivo do suspeito, as acusações são falsas e estão tentando incriminar o filho.

"Eu sei o filho que eu tenho. Ele é um bom menino, nunca me deu trabalho de nada. Nunca precisei chamar atenção dele. Quem quiser conhecer Edvan, vem aqui no bairro (de Brasília Teimosa) que todo mundo fala", contou José Maurício, que também é comerciante. Apesar da polícia apresentar provas, como exames de DNA, presença de pele do suspeito nas unhas de Mirella Sena e contradições no depoimento de Edvan, os pais acreditam na inocência dele.

"Eu acho que não houve nada disso. A polícia fala o que ela quiser e arruma pretexto para acusar. Estão tentando incriminar o meu filho", contou o pai de Edvan Luiz, que completou: "Até agora não falei com ele, não sei de nada. Mas ninguém da família acredita". Sobre o envolvimento de Edvan com drogas, os pais são categóricos em dizer que ele não era usuário. "A gente sabe quem era ele. Eu sei que ele tomava cerveja, mas nunca usou drogas. Eu não sei onde ele passou a noite. Só soube às 10h (do dia do crime) que ele estava preso", disse o pai do comerciante Edvan Luiz.



Crime sexual

Para a Polícia Civil de Pernambuco não resta dúvida de que a morte da fisioterapeuta Tássia Mirella Sena de Araújo, 28 anos, foi um crime sexual. De acordo com o delegado Francisco Océlio, que iniciou as investigações, a vítima teve as roupas arrancadas pelo comerciante Edvan Luiz da Silva, 32 anos, que era vizinho dela. "Por volta das 7h25, vizinhos ouviram gritos e pedidos de socorro, mobília sendo arrastadas e cômodos caindo", contou o delegado. "Depois dos pedidos de socorro, foi ouvido, também, a voz dela (Mirella) abafada, como se estivesse dominada", completou.

Nas investigações, a polícia concluiu que a vítima e o suspeito não tinham um relacionamento e mal se conheciam. Para o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito Kherler, Mirella dificilmente sobreviveria à investida do suspeito pela proximidade. "Facilmente a vítima poderia reconhecer o vizinho. Ela lutou bastante antes de morrer. Mirella chegou a segurar a lâmina da faca, pois nas mãos havia lesões de defesa. Mas ele era muito mais forte que ela", contou o delegado.

Autuação

O comerciante Edvan Luiz da Silva, 32 anos, acusado de assassinar a fisioterapeuta Tássia Mirella Sena de Araújo, de 28, teve a prisão preventiva expedida pela juíza Blanche Maymone Pontes Matos durante a audiência de custódia no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Ilha Joana Bezerra, no Centro do Recife. O homem foi autuado em flagrante por homicídio triplamente qualificado, quando o criminoso torna impossível a defesa da vítima. 


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