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Comandante afirma que sargento assassinado optou por não usar colete


Publicado em 15.06.2017 , às 21:17 / Atualizado em 16.06.2017 , às 09:13

Por Leopoldo Monteiro

Reprodução/TV Jornal

Durante o velório e enterro do sargento Ricardo Sales dos Santos, de 40 anos, morto durante o cumprimento de mandado de prisão, no bairro de Ouro Preto, em Olinda, o tenente-coronel Afonso Queiroga, comandante do Batalhão de Polícia de Rádio Patrulha (BPRp), onde a vítima era lotada, descartou a possibilidade de o policial não ter usado colete a prova de bala por falta de equipamento. Segundo o oficial, não utilizar colete foi uma opção do sargento.

O enterro do PM aconteceu nesta quinta-feira (15), no Cemitério Memorial Vale da Saudade, em Cruz de Rebouças, Igarassu, no Grande Recife. Dezenas de PMs acompanharam a cerimônia. Um ônibus do Batalhão de Choque chegou ao cemitério com vários colegas de farda do sargento. Abalada, a família do policial preferiu o silêncio. Antes de o sargento ser enterrado, PMs homenagearam o colega com uma salva de tiros. O comandante geral da Polícia Militar acompanhou o sepultamento. Ele lamentou a morte do sargento.

Já o deputado estadual Joel da Harpa, que chegou a trabalhar com o sargento Ricardo Sales na Polícia Militar, pediu investigação sobre os motivos que levaram os PMs a não estarem utilizando coletes no momento da operação. O parlamentar destacou que o PM era bem visto entre os colegas de farda. “Trabalhamos juntos na Rocam. Era um cidadão de bem. Um grande colega”, comentou.



Caso

O sargento Ricardo Sales foi assassinado, na última quarta-feira (14), quando chegava em uma casa, na Rua Golfinho, no bairro de Ouro Preto, em Olinda, para cumprir um mandado de prisão. Ele estava acompanhado do cabo Isnaldo Ferreira, que também é lotado no BPRp. De dentro da casa, suspeitos atiraram contra os PMs, que foram atingidos. Os criminosos conseguiram fugir em um carro. Três mulheres que também estavam na casa foram presas. Uma pistola, uma moto, um carro roubado e uma tornozeleira eletrônica foram apreendidos dentro do imóvel.

Os dois policiais foram socorridos para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cidade Tabajara. Devido à gravidade dos ferimentos, o sargento foi transferido para a Hospital da Restauração, na área central do Recife, mas não resistiu e morreu na unidade de saúde. Ricardo Sales trabalhava na Polícia Militar há 18 anos. Ele deixa a esposa e dois filhos. O cabo Isnaldo foi transferido para Hospital Miguel Arraes, onde encontra-se internado.


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