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Caso Itambé: policiais se tornam réus por morte de estudante


Publicado em 17.07.2017 , às 19:40

Por TV Jornal

Reprodução/Whatsapp

Os policiais militares envolvidos na morte do estudante Edvaldo da Silva Alves, de 21 anos, durante um protesto no município de Itambé, na Zona da Mata Norte do Estado, podem sentar no banco de réus. A justiça acatou a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que acusa os PMs de assassinato e tortura.

A denúncia foi feita pelo promotor João Elias Filho, que incriminou o Capitão Ramon Tadeu, responsável por dar a ordem de disparo contra Edvaldo, durante o ato que cobrava mais segurança na cidade, em abril deste ano. Ele vai responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar, e tortura. O soldado Ivaldo Batista de Souza Júnior, que atirou no rapaz com bala de borracha, também foi denunciado por homicídio doloso.

Já os outros policiais, Alexandre Dutra da Silva e Silvino Lopes de Souza, que estavam no momento da manifestação dos moradores de Itambé, vão responder ao processo por omissão de socorro. A denúncia do MPPE foi acatada pelo juiz Ícaro Nobre Fonseca. Na decisão, o magistrado destaca que o processo contém indícios de materialidade e de autoria. Os 4 policiais têm até dez dias para apresentar a defesa.



Denúncia

Ao contrário da Polícia Civil, que havia indiciado os militares por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, o MPPE acredita que os militares tinham habilidade para manusear armas não letais. Se condenados aos crimes de homicídio doloso, os policiais podem pegar de seis a 20 anos de reclusão. Se condenado também por tortura, o capitão Ramon pode pegar de 2 a 8 anos de reclusão, e a pena dele também prevê a perda da farda.

O Caso

Edvaldo foi baleado durante uma manifestação, que pedia por mais segurança no município de Itambé, no dia 17 de março deste ano. O jovem morreu dias depois, no Hospital Miguel Arraes, em Paulista, no grande Recife. Ele faleceu na madrugada do dia 11 de abril. O jovem foi atingido pelo soldado Ivaldo Batista de Souza Junior, após uma ordem do capitão Ramon Tadeu Silva Cazé. 


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