Notícia CASO BEATRIZ

Família de Beatriz pedirá quebra de sigilo das investigações


Publicado em 13.11.2017 , às 20:21 / Atualizado em 14.11.2017 , às 16:28

Por TV Jornal| com informações do JC Online

Foto: Luisi Marques/ JC Imagem

A família da pequena Beatriz Mota, de sete anos, assassinada em Petrolina, Sertão de Pernambuco, deve pedir na Justiça a quebra do sigilo das investigações. Os pais da menina participaram de uma reunião com representantes do governo Estadual no Palácio do Campo das Princesas, nesta segunda-feira (13). De acordo com Lúcia Mota, mãe da menina, a Polícia Civil deve dar um parecer sobre o envolvimento dos funcionários do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora no crime até o fim desta semana.

Em agosto, os pais de Beatriz solicitaram acesso ao inquérito, mas, desde então, não haviam recebido uma resposta. "Nosso pedido foi negado pela polícia. Agora, vamos entrar com recurso, já que é nosso direito ter acesso a esses documentos", destaca a mãe, ao fim da reunião. A família e amigos viajaram cerca de 12 horas de Petrolina ao Recife para cobrar transparência nas investigações.

Segundo o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito Kehrle, a família não conseguiu acesso ao inquérito pois o mesmo segue sob sigilo. Dessa forma, foi recomendado pelo Estado que os pais buscassem a quebra de sigilo do caso, o que, de acordo com o advogado da família, deve acontecer. Além de Kehrle, participaram do encontro o secretário-executivo da Casa Civil, Marcelo Canuto, o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, e a delegada responsável pelo caso, Gleide Ângelo.

"A família vem trabalhando de maneira paralela às investigações e deseja trabalhar pelas investigações para se chegar ao executor, ao mentor e aos participantes. Então, vamos buscar judicialmente essa abertura, com o maior cuidado para não atrapalhar as investigações", informou o advogado Jaime Badeca Filho.



Aluísio Moreira /SEI

Parceria

Durante o encontro, o Estado se comprometeu em solicitar o apoio da Polícia Federal, que tem poder de atuação interestadual, para a divulgação das imagens que relevam o possível autor do crime. Além disso, a Polícia Civil de Pernambuco repassará para a PF o perfil genético e a identificação digital do suspeito.

Até o momento, foram investigados e passaram por exames de DNA 96 homens com características físicas semelhantes ao suspeito que aparece nas imagens. O confronto do material genético, no entanto, deu negativo para todos eles. Participaram do encontro também  uma das responsáveis pelas investigações do caso.

Relembre o caso

A menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, foi assassinada com 42 facadas no dia 10 de Dezembro de 2015. O crime aconteceu no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A garota participava com os pais da festa de formatura do ensino médio da irmã. Ela se afastou dos pais para ir até o bebedouro e foi encontrada morta vinte minutos depois em um depósito desativado da escola. Até o momento, ninguém foi preso.


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