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Suspeito de esfaquear crianças em Macaparana diz motivo do crime


Publicado em 07.05.2018 , às 07:30

Por TV Jornal

Reprodução/TV Jornal

Foi autuado em flagrante e teve a prisão preventiva decretada o homem que matou um menino de quatro anos a facadas e feriu, também a facadas, uma menina de 11 anos. O crime foi em Macaparana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. O criminoso procurou a polícia e se entregou para se proteger, depois que a população revoltada destruiu a casa dele.

Os moradores do município estão chocados com o crime. Na cidade não se fala sobre outro assunto. Todos procuram respostas e tentam entender o que levou o homem a matar o menino e ferir a garota. Um vídeo [veja abaixo] mostra os moradores de Macaparana revoltados depois do crime. Alguns chegaram a subir no telhado da casa do suspeito e começaram a destruir o imóvel.

Reprodução/TV Jornal

Com medo de ser linchado, Luís Francisco da Silva, de 31 anos, correu para a cadeia pública de Macaparana, onde foi detido por PMs. O suspeito foi preso e levado à Delegacia de Goiana, onde foi autuado em flagrante por homicídio e tentativa de homicídio.

Em depoimento ao delegado Rodolfo Cartaxo, ele disse que cometeu o crime porque tinha sido importunado pelas mães das vítimas. "Praticou o crime pelo fato de familiares das vítimas o estarem importunando a um tempo. Ligando som e outros tipos de importunação", contou o delegado.



Vizinhos do suspeito contam que homem tinha se separado da esposa há pouco tempo e morava sozinho. Ele estaria tomando medicamentos para tratar de depressão.

O caso

Segundo a polícia, as crianças brincavam em uma rua do Loteamento Macapazinho, na última sexta-feira (4) quando foram surpreendidas por um vizinho. Luís Francisco golpeou as duas vítimas com uma faca peixeira. O pequeno Riberí Mendes Ribeiro de Andrade chegou a ser socorrido para um hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos.

A garota também foi socorrida para a unidade de saúde, em Macaparana, e depois transferida para o Hospital da Restauração, no Recife. Ela não pôde ser acompanhada pela mãe. A mulher, que teve a identidade preservada, contou que fez uma cirurgia há pouco tempo e não teve como ficar com a filha.


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