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Caso Lucas Lyra: Júri popular tem data definida


Publicado em 15.05.2018 , às 20:55

Por TV Jornal / JC Online

Facebook/Reprodução

Depois de cinco anos de angústia, a família de Lucas Lyra conheceu a data do júri popular de José Carlos Feitosa Barreto. Ele é apontado como o autor do disparo contra o torcedor alvirrubro no dia 16 de fevereiro de 2013. O tiro atingiu a nuca de Lucas, que convive com uma série de complicações em razão da lesão. José Carlos será julgado no dia 3 de setembro deste ano, de acordo com o despacho da juiza Fernanda Moura, da 1ª Vara Tribunal Júri da Capital. As informações são do JC Online.

A decisão unânime que determinou o júri popular para José Carlos, pelo crime de homicídio qualificado, foi definida no dia 17 de fevereiro de 2016. A esperança da família de Lucas era que a fase final do julgamento acontecesse ainda naquele ano, já que três anos tinham transcorrido desde o crime. Para desespero dos parentes, foi necessário esperar mais dois anos até a definição da data.

“Ficamos sabendo da definição da data do júri ao consultarmos o andamento do processo no site do TJ-PE. Recebemos a informação com muita alegria e emoção. São cinco anos de espera por justiça. O desejo da nossa família é que ele seja condenado e pague pelo que fez. Porque, por um milagre de Deus, Lucas está vivo. Diferente do que ele (José Carlos) queria. Porque ele atirou para matar”, comentou a irmã de Lucas, Mirella Lyra.



O torcedor alvirrubro foi atingido na cabeça durante uma briga de torcidas organizadas na frente do estádio dos Aflitos. José Carlos, então segurança da empresa de ônibus Pedrosa, é apontado como o autor do disparo que feriu Lucas. Como conseguiu se livrar do flagrante, ele ficou preso preventivamente por 10 dias. Depois, foi liberado para aguardar o processo em liberdade.

Luta

Já Lucas Lyra passou três anos e meio internado no Hospital Português do Recife. Depois de passar pelo coma e ser praticamente desenganado pelos médicos, o alvirrubro sobreviveu. Ele deixou a unidade em agosto de 2016, com limitações motoras e uma pequena dificuldade na fala. Em fevereiro do ano seguinte, porém, chegou a ser internado novamente, em razão de fortes dores na cabeça. Ele precisou ser operado para retirar um placa de titânio da cabeça e fazer drenagens. Lucas mora atualmente com a família em um apartamento adaptado para as suas necessidades.


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