Notícia Violência

Número de homicídios em abril cai 30,74%, diz SDS


Publicado em 15.05.2018 , às 18:13

Por TV Jornal

Foto: JC Online

Os números mensais de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que engloba homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, em Pernambuco caíram pela terceira vez consecutiva, segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco. Em abril deste ano ocorreram 356 homicídios, menor patamar dos últimos 21 meses – atrás apenas de julho de 2016. Considerando o 1º quadrimestre deste ano, em análise com o mesmo período do ano anterior, a retração foi de 21,98%: 1.590 em 2018, contra 2.038 no período similar do ano passado. A diferença foi de 448 para menos.

De acordo com a secretaria, todas as macrorregiões de Pernambuco apresentaram números de CVLI menores, tanto em abril quanto no primeiro quadrimestre de 2018, em relação aos mesmos períodos de 2017. Considerando apenas abril, em análise com o mesmo mês do ano passado, o Agreste reduziu as mortes em 29,8% (de 131 para 92); a RMR caiu 27,3% (de 139 para 101), a Zona da Mata retraiu 43,9% (de 114 para 64) e o Sertão teve a diminuição mais tímida, de 8,62% (58 para 53). O Recife, por sua vez, atingiu o decréscimo de 36,1% (72 para 46).

Na análise dos primeiros quadrimestres de 2017 e 2018, o Agreste teve redução de 25,4% (de 453 para 338); a RMR recuou 19,8% (595 para 477); a Zona da Mata diminuiu 20,3% (443 para 353) e o Sertão decresceu 11,49% (235 para 208). Já a Capital do Estado registrou 31,4% menos CVLIs no mesmo comparativo, passando de 312 para 214 mortes violentas intencionais.

Segundo a SDS, dos 184 municípios pernambucanos, 90 não notificaram nenhum CVLI em abril de 2018, e 75 alcançaram reduções nesse tipo de crime, quando comparadas ao mesmo mês do ano anterior. Em 16 cidades, os números não se alteraram em relação a abril de 2017.

Nos municípios abrangidos pela Diretoria Integrada do Interior 2 (DINTER 2), que abarca todo o Sertão, nenhum homicídio ocorreu nos dias 1, 13 e 20 de abril. Já na área da Diretoria Integrada do Interior 1 (DINTER 1), responsável pelo Agreste e Zona da Mata, houve zero CVLI no dia 4 de abril.

Tráfico de drogas

A maior parte dos homicídios praticados em abril de 2018 tem relação com o tráfico de entorpecentes, acertos de contas e outras atividades criminais. Das 356 vítimas, 73,31% foram assassinadas devido a essas motivações. Os conflitos na comunidade responderam por 49 mortes ou 13,76% dos CVLIs; 2,53% (9 casos) foram conflitos na comunidade, afetivos ou familiares (exceto feminicídio); 3,65% (13) resultaram de latrocínio e 0,28% (1) teve feminicídio como definição. Um levantamento preliminar do histórico das 356 vítimas mostra que 137 delas, parcela correspondente a 38,48%, já haviam sido submetidas ao sistema de justiça criminal.



Violência contra a mulher

O mês de abril de 2018 registrou o menor número de homicídios de mulheres dos últimos quatro anos em Pernambuco, conforme mostram os indicadores criminais mensais divulgados pela Secretaria de Defesa Social do Estado (SDS). Houve 13 vítimas de Crime Violento Letal Intencional (CVLI), das quais uma foi alvo de um feminicídio – crime praticado devido à condição de mulher da vítima. O menor número havia sido em maio de 2014, com 12 casos.

O único feminicídio registrado em abril foi o que vitimou uma jovem de 20 anos, morta em 9 de abril, em Olinda, e o crime não ficou impune. O marido e pai dos dois filhos da vítima foi preso pela Polícia Civil de Pernambuco no dia 9 de maio, por força de mandado de prisão, e encaminhado ao Cotel.

Em relação a abril de 2017, a quantidade de feminicídios caiu em 88,89%, uma vez que no ano passado ocorreram 9 crimes com essa motivação. No comparativo entre o primeiro quadrimestre de 2018 com o do ano anterior, o número de feminicídios também decresceu, de 29 para 13 casos (-55,17%).

É importante ressaltar que o Governo de Pernambuco vem investindo em políticas públicas que fortalecem a segurança das mulheres. Em outubro de 2017, o governador Paulo Câmara assinou decreto retirando o termo crime passional dos boletins de ocorrência.

Com isso, as mortes de mulheres praticadas com o objetivo de subjugá-la pelo fato de ser mulher passaram a ser tipificadas como feminicídio, com pena prevista de 12 a 30 anos de reclusão – mais rígida do que um homicídio simples, que prevê de 6 a 20 anos. Também foram inauguradas duas novas Delegacias da Mulher (Afogados da Ingazeira e Cabo de Santo Agostinho), elevando o total dessas delegacias especializadas para 11 em todo o estado.


Veja Também