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Preço do combustível em PE é dos menores, diz presidente de sindicato


Publicado em 15.05.2018 , às 16:48 / Atualizado em 16.05.2018 , às 08:49

Por TV Jornal

Foto: Guga Matos/ JC Imagem

A Operação "Funil", desencadeada na manhã desta terça-feira (15), prendeu três funcionários do Sindicato de Combustíveis de Pernambuco (Sindicombustíveis) por suspeita de envolvimento em um cartel. De acordo com o presidente do sindicato, Alfredo Ramos, os postos pernambucanos não combinam os preços dos combustíveis.

"O sindicato não orienta nenhum revendedor em relação a preço do combustível. A média do valor cobrado no Estado é uma das menores praticadas no Nordeste e no país, então, se fosse uma cartelização, seria para baixo", atesta. Segundo Ramos, ele ainda não teve acesso ao processo.

"A gente está sendo acusado e ainda não tivemos acesso ao processo para saber sobre o que estamos sendo acusados. O que sabemos sobre o caso são as notícias que a imprensa tem divulgado", afirma. Segundo as investigações, que começaram em julho de 2017, os funcionários do sindicato faziam o alinhamento de preços dos combustíveis com donos de postos em 11 cidades do Estado.



Veja o que o presidente falou:

Entenda o caso

Nesta terça-feira (15), três funcionários do Sindicombustíveis foram presos por ordem de mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Além deles, outros 27 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo 17 em postos de combustíveis e 10 em residências, incluindo a do presidente do Síndicombustíveis, Alfredo Pinheiro Ramos, que está sendo investigado.

Os mandados foram cumpridos em cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Abreu e Lima, Igarassu e Moreno, na Região Metropolitana; Vitória de Santo Antão, Paudalho e Glória de Goitá, na Zona da Mata Norte; Pombos, Gravatá e Bonito, no Agreste. Durante a ação da Polícia Civil, uma quarta pessoa foi presa em flagrante por porte ilegal de arma.

De acordo com a polícia, os presos foram interrogados e encaminhados para o Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everaldo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, onde responderão pelo crime de ordem econômica. Procurado pela reportagem do JC Online, o presidente do Síndicombustíveis, Alfredo Pinheiro Ramos, não atendeu às ligações.


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