Notícia Tragédia

Acidente com metrô: PM passa por cirurgia e segue em estado grave


Publicado em 16.05.2018 , às 15:50 / Atualizado em 16.05.2018 , às 16:06

Por TV Jornal

Diego Nigro / JC Imagem

Um dos policiais militares que sobreviveu a um acidente no metrô, que terminou com a morte de outros dois PMs, passou por uma cirurgia e segue em estado grave. O cabo Clécio Fagner Santos sofreu traumatismo craniano e múltiplas fraturas, e permanece internado no Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife.

Já o soldado Luciano Antônio da Silva, que fraturou o braço esquerdo, foi transferido do HR para o Hospital da Polícia Militar, também no Derby. Segundo o soldado Carlos Guedes, policial amigo dos quatro envolvidos no acidente, que visitou os dois colega internados, ambos estão conscientes, mas não se lembram do que aconteceu. 

O caso

O que era para ser uma ocorrência para evitar mais crime no Recife acabou se transformando em tragédia para a Polícia Militar de Pernambuco na noite desta terça-feira (15). Durante incursão do 16º Batalhão nos trilhos do metrô próximo à Estação Joana Bezerra, na altura da Comunidade do Papelão, na área central da Cidade, quatro policiais que participavam da operação foram atingidos por um dos trens que passava no local. Desses, dois vieram a óbito, um está em estado gravíssimo no Hospital da Restauração, enquanto o último deles estaria consciente.

De acordo com informações do Posto Policial do HR, o Sargento Éneas Severino Silva morreu no local do acidente e o Cabo Adeildo José Alves, 40, deu entrada morto no hospital. De acordo com informações passadas pelo posto policial às 23h, o PM Cléssio está entubado em estado grave. Já o estado de saúde do PM Luciano é estável.  

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Troca de tiros

De acordo com Alberisson Carlos, presidente da Associação de Cabos e Soldados (ACS), o efetivo do Gati do 16º BPM foi solicitado após a denúncia de que cinco suspeitos estavam prestes a executar um rapaz da quadrilha rival próximo à linha do trem. Segundo o 16º BPM, durante a incursão, houve troca de tiros entre bandidos e policiais. Porém, os disparos não teriam sido a causa da morte de policial algum. Após o tiroteio, os agentes teriam sido surpreendidos por um dos trens que passava no local e que acabou atingindo em cheio todo o efetivo.



"Isso demonstra o que nós, policiais militares, enfrentamos no dia a dia para defender a sociedade. Como diz nosso juramento: “até com o risco da própria vida”. Ninguém podia imaginar que uma fatalidade dessa forma poderia acontecer", afirmou Alberisson.

Ainda de acordo com o presidente, informações iniciais davam conta de que um dos trens estava com a luz apagada. Outras informações também davam conta de que os policias poderiam ter recebido uma descarga elétrica dos trilhos, o que teria levado eles a caírem na linha do metrô e serem atropelados.

Procurada pela reportagem do Jornal do Commercio, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) afirmou que a informações sobre as luzes apagadas informação não constava na ocorrência, mas que estava aguardando as informações do inquérito policial. Ainda segundo a CBTU toda a faixa de trilho do metrô é eletrificada e, por isso, de acesso restrito. 

Muitas viaturas da policias estiveram no HR. O clima era de comoção. Agentes do 16º BPM também afirmaram estar sem condições de comentar sobre o caso.


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