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Alerta contra dengue, chikungunya e zika em 11 bairros do Recife


Publicado em 12.07.2018 , às 08:39 / Atualizado em 12.07.2018 , às 12:06

Por TV Jornal

Ag. Pará/Fotos Públicas

Mais um alerta de saúde ganha destaque nesta quinta-feira (12). No Recife, 11 bairros estão com risco de infecção do mosquito Aedes Aegypti, principal transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika. Segundo um levantamento feito pela Prefeitura do Recife, 80% dos focos estão dentro das próprias casas, dentro das caixas de água sem tampas e acumulados dentro de baldes.

A Secretaria de Saúde já está em alerta. Ainda de acordo com um levantamento feito pela Prefeitura, do dia 31 de dezembro de 2017 até o dia 30 de junho deste ano, foram notificados cerca de 14.490 casos das três doenças em todo Pernambuco, desses, 2.716 foram confirmados.

Os 11 bairros do Recife são os que têm maior incidência: Jordão, Água Fria, Beberibe, Várzea, Alto José do Pinho, Nova Descoberta, Joana Bezerra, Jaqueira, Parnamirim, Tamarineira e Alto José Bonifácio.

Cuidados

Uma das principais dicas para manter o mosquito afastado é eliminar locais de foco de água parada. Se a caixa d'água estiver com a tampa quebrada, é preciso vedar de forma que não entre nenhum resíduo ou mosquito. Lonas e outros objetos podem ajudar nessa prevenção. Até o cano utilizado para evitar que transborde precisa ser fechado, pois, basta uma pequena brecha para o mosquito Aedes Aegypti entrar e fazer do reservatório um criadouro.

Outra dica importante é lavar com frequência a caixa d'água. É preciso lavar com uma pequena quantidade de água sanitária e não jogar a água no esgoto, mas em um espaço com areia.

Em Água Fria já existe moradores que fazem isSo, mas não adianta apenas um fazer, enquanto outros não fazem sua parte. “A gente tenta ter cuidado, porque não só aqui, mas toda a vizinhança tem muitas poças de água. Tem muitas pessoas que pensam ’não é na minha casa, então não ligo’, só que não é assim, porque o mosquito traz a doença para outras pessoas”, explica uma das moradoras do bairro.

Entenda a diferença entre as três doenças

Dengue

A dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Também há registros de transmissão vertical (gestante – bebê) e por transfusão de sangue. Por ano, são registradas cerca de 50 milhões de infecções pela doença no mundo. No Brasil, ela foi identificada em 1986.

Sintomas: a pessoa infectada pelo vírus da dengue apresenta febre alta (entre 39 °C e 40 °C) que dura de 2 a 7 dias. Essa febre é acompanhada por dor de cabeça, fraqueza, dor atrás dos olhos e erupção e coceira na pele. Também são comuns perda de peso, náuseas e vômitos. Na forma grave da doença, são comuns dores abdominais intensas, vômitos e sangramento de mucosas

Tratamento: aos primeiros sintomas da doença, é necessário procurar um serviço de saúde. Como não existe tratamento específico, os médicos buscam aliviar os sintomas. O paciente não deve tomar medicamentos por conta própria e precisa fazer repouso e ingerir bastante líquido.



Prevenção: a única forma de prevenção é acabar com o mosquito, pois não existe vacina ou medicamentos contra dengue. Assim, é importante manter o domicílio sempre limpo, evitar água parada e eliminar os possíveis criadouros do mosquito.

Chikungunya

A circulação do vírus chikungunya foi identificado no Brasil, pela primeira vez, em 2014. Ele é transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti, em áreas urbanas, e pelo Aedes albopictus, em áreas rurais.

Sintomas: começam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. A febre é alta, de início rápido, e é seguida por dores intensas nas articulações dos pés e das mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Também pode ocorrer dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. A pessoa infectada fica imune pelo resto da vida, pois não é possível ter chikungunya mais de uma vez.

Tratamento: a febre chinkungunya é tratada com paracetamol e as dores articulares com antiinflamatórios. O Ministério da Saúde não recomenda usar o ácido acetil salicílico (AAS), devido ao risco de hemorragia. O paciente deve ficar em repouso absoluto e beber líquidos em abundância.

Prevenção: para evitar a contaminação é preciso eliminar os criadouros de mosquitos nas casas. Quando há notificação de caso suspeito, as Secretarias Municipais de Saúde devem adotar ações de eliminação de focos do mosquito nas áreas próximas à residência e ao local de atendimento dos pacientes.

Zika

Também transmitido pelo Aedes aegypti, o zika vírus está relacionado com os casos de microcefalia. Ele foi identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. No entanto, outras formas de contaminação são avaliadas. Segundo o Ministério da Saúde, não há evidências de transmissão do zika por meio do leite materno, assim como por urina e saliva. No entanto, há evidências de que o vírus pode ser sexualmente transmissível.

Sintomas:. os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. Normalmente, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. Caso apareça algum desses sinais, busque um serviço de saúde para atendimento.

Tratamento: o tratamento recomendado para quem apresenta esses sintomas se baseia no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e da dor. No caso de erupções na pele, também podem ser usados os anti-histamínicos.

Prevenção: para evitar a picada do mosquito, devem-se utilizar telas em janelas e portas. Para as grávidas, a recomendação é usar roupas compridas – calças e blusas – e, se deixar áreas do corpo expostas, aplicar repelente nessas áreas. Em março, o governo começou a distribuir repelentes para as gestantes do Bolsa Família. Outra forma de prevenção é praticar sexo seguro.


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