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Caso Aldeia: Continuam buscas por restos mortais de médico


Publicado em 12.07.2018 , às 17:35 / Atualizado em 12.07.2018 , às 19:30

Por TV Jornal

Reprodução/TV Jornal

O trabalho para encontrar mais restos mortais do médico e advogado Denirson Paes da Silva, de 54 anos, já está no oitavo dia. A tarefa é realizada pelo Corpo de Bombeiros, peritos do Instituto de Criminalística (IC) e funcionários de uma empresa particular especializada em perfuração de poços, contratada pela família do médico.

Confira como é feito o trabalho:

DNA

A Polícia Civil de Pernambuco confirmou, através de exame de DNA, que os restos mortais encontrados no condomínio residencial Torquato Castro, no km 12 de Aldeia, em Camaragibe, no Grande Recife, eram do médico e advogado Denirson Paes da Silva, de 54 anos. O resultado foi divulgado à imprensa na tarde dessa terça-feira (10). O médico estava desaparecido há cerca de um mês. O cadáver de Denirson foi achado, na última quarta-feira (4), esquartejado, com sinais de carbonização e em estado avançado de decomposição. Os restos mortais estavam dentro de um poço com cerca de 25 metros de profundidade, localizado ao lado de sua residência.

Segundo a Polícia Civil, até esta terça-feira (10), foram feitas três retiradas de partes dos restos mortais da vítima que estavam no poço. As buscas são realizadas com o apoio do Corpo de Bombeiros e sob os cuidados do Instituto de Criminalística. As autoridades afirmaram ainda que nas duas últimas coletas feitas pelas equipes, o corpo estava coberto por camadas de areia, materiais de limpeza, como cloro, e tijolos. Os produtos teriam sido depositados no local na tentativa de ocultar o odor de decomposição do cadáver.



A Polícia Civil reafirmou, inclusive, que existem fortes indícios de que o crime tenha sido premeditado. A esposa da vítima, Jussara Rodrigues Silva Paes, 54, e o filho mais velho do casal Danilo Rodrigues Paes, 23, são os principais suspeitos do crime, mas as autoridades não descartam a participação de outras pessoas no assassinato do médico. Os dois estão presos temporariamente, acusados de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O filho mais novo do casal, de 20 anos, não é apontado nas investigações como participante do crime.

Vestígios de sangue

Perícias realizadas na casa da vítima identificaram sinais de sangue em dois banheiros e em um corredor. Foi no banheiro social que os peritos encontraram mais marcas de sangue. No corredor, que fica entre o banheiro e a cacimba onde foram identificados os restos mortais já em avançado estado de decomposição, existe sinal de arrastamento. Em outro banheiro, mais utilizado pelo filho mais velho do casal, também foram detectadas marcas de sangue.

Relembre o caso

O corpo de Denirson Paes da Silva foi encontrado no fundo de um poço que pertence à casa onde morava com a família no dia 4 de julho. Os investigadores chegaram à residência do médico depois que a própria esposa prestou queixa, no dia 20 de junho, do desaparecimento do marido. No boletim de ocorrência a mulher alegava que a última informação sobre o paradeiro do marido era de que ele havia embarcado numa viagem internacional no começo do mês e desde então não havia entrado em contato com a família. Entretanto, durante as investigações, a Polícia Civil identificou que o cardiologista estava desaparecido desde o dia 31 de maio e que a viagem citada havia sido desmarcada pela própria vítima. O enterro dos restos mortais do médico ainda está sem data marcada por causa da necessidade de haver mais detalhes da ocorrência.


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