PERNAMBUCO SOLIDÁRIO

Coronavírus: Governo de PE libera recursos e ações solidárias

Formas de doação e ajuda às populações mais necessitadas para enfrentar a pandemia foram ampliadas.

Coronavírus: Governo de PE libera recursos e ações solidárias

Governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e secretário estadual de Saúde, André Longo - Foto: Reprodução/Facebook

Com informações da Rádio Jornal

A campanha Pernambuco Solidário foi ampliada para o enfrentamento ao coronavírus. O Governo do Estado está liberando R$ 1,4 milhão para os 184 municípios e o distrito de Fernando de Noronha. Também foram ampliados os canais e formas de doação para enfrentar a pandemia.

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Além das doações em dinheiro na conta da ONG Porto Social, os pernambucanos poderão também doar alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal, material de limpeza e água mineral.

Doações

A coleta de produtos será feita a partir de 50 quilos, por questões de logística. Informações sobre as doações poder ser obtidas através do telefone 0800-081.4421 ou pelo Whatsapp 98494-1969.

O secretário estadual de políticas de prevenção à violência e às drogas, Clóvis Benevides, também anunciou a criação de pontos de cuidados para atender até 360 pessoas, por dia, nas cidades do Recife, Olinda, Jaboatão e Cabo de Santo Agostinho.

Esses pontos vão atender a população em situação de rua com banho, lavagem de roupas, refeições, além de kits de higiene pessoal e panfletos informativos para enfrentamento ao coronavírus.

O secretário de desenvolvimento social, criança e juventude, Sileno Guedes, informou que todo o trabalho une governo, prefeituras, igrejas e sociedade civil organizada.

A Central de Favelas de Pernambuco, por exemplo, irá distribuir panfletos informativos nas comunidades do Recife, Olinda, Jaboatão e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana. Esses municípios concentram 97% da população pobre do Estado.

Ainda de acordo com Sileno Guedes, Pernambuco tem 240 mil famílias em situação de pobreza e extrema pobreza fora do programa Bolsa Família. Para o secretário, é hora do Estado se unir no enfrentamento ao novo coronavírus.

Balanço de 1 mês de coronavírus no Brasil

A avaliação da equipe do Ministério da Saúde é que o avanço do número de casos de coronavírus tem sido abaixo da expectativa, com evolução de 33% a cada dia. Desde o 100º caso,  a média foi de 31% por dia. Nesta semana, houve dias em que os números subiram abaixo dos 20%. Contudo, o secretário de vigilância e saúde, Wanderson de Oliveira, lembrou que isso se deve também ao fato dos testes que detectam a doença estarem sendo destinados a casos mais graves. Com o aumento dos exames anunciado ontem, a perspectiva é que o número seja elevado. 

Ele ressaltou como pontos positivos do enfrentamento à pandemia no país a força do sistema de saúde, a capacidade de detectar “oportunamente” o surto, a disponibilização de material para assistência e as ações para atenção primária. Já entre os pontos negativos ressaltou o fato de nos últimos anos não ter havido investimento na automatização de laboratórios centrais. 

Perspectivas para o próximo mês

A perspectiva para próximo mês é que a epidemia aumente no Brasil, uma vez que o país está no início da curva de crescimento pela qual outras nações já estão passando, como Estados Unidos, Itália e Espanha. A equipe disse que não anunciará projeções de casos, mas adiantou que deverá haver mais mortes e mais casos.

“Vamos ter 30 dias muito difíceis. Não vamos conseguir reduzir em 30 dias. Vamos enfrentar isso. É difícil fazer previsão. Essas simulações são muito precoces para fazer. O número de casos depende de variáveis da transmissão e do número de testes. Agora não vamos fazer previsão de quanto teremos em 30 dias. Nossa intenção é fazer que a curva reduza o máximo possível”,  declarou João Gabbardo dos Reis. 

Um problema adicional na avaliação da equipe é o fato desse próximo período de crescimento da curva do novo coronavírus coincidir com o pico de casos de dengue e com a epidemia de influenza. Será, como definiu o secretário Wanderson de Oliveira, uma “tempestade perfeita” que demandará uma atuação voltada às três doenças. 

“Teremos coronavírus, influenza e pico de dengue. Estamos com três epidemias simultâneas. Aproveitem que estão em casa e limpem o quintal, eliminem focos de dengue e vacinem-se conforme o calendário. Se faltou vacina, converse com gestor e pergunte que dia que tem que voltar”, recomendou o secretário.

Perfil e internações

Do total de mortos, 67,8% eram homens e 32,2%, mulheres. No recorte por idade, 10% tinham abaixo de 60 anos e os outros 90%, acima. A faixa com maior número de óbitos até o momento foi a de 80 a 89 anos.

No tocante às complicações, a maioria (61%) estava relacionada a doenças cardíacas, seguidas por diabetes (39%) e pneumopatia (25,4%). 

Já no quesito internações, de acordo com o último dado computado pelo Ministério da Saúde havia até ontem 391 pessoas internadas em razão da covid-19. Dessas, 92%, ou 341, estão em estado grave. Deste total, 124 estão com complicações relativas a doenças cardíacas, 82 relacionadas à diabetes, 31 com pneumonia, 31 como imunodepressão e 15 com doenças renais crônicas. Além destas, há comorbidades como doenças renais e hepáticas crônicas, asma e obesidade. 

Isolamento social

Quanto a diferença de orientações entre o governo federal e as secretarias estaduais sobre o isolamento social, os representantes do Ministério da Saúde reiteraram a orientação do órgão para que pacientes sintomáticos, familiares desses e idosos não saiam de casa, mas que o restante da população evite aglomerações. Na terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro fez pronunciamento criticando as medidas dos governadores de isolamento social e fechamento de estabelecimentos comerciais. Em reunião ontem, governadores decidiram manter as providências.

“A nossa decisão prioritária é de cuidar da vida das pessoas, não esquecendo a responsabilidade de administrar a economia. Vamos continuar adotando medidas baseadas no que afirma a ciência, seguindo orientações dos profissionais de saúde e, sobretudo, os protocolos orientados pela Organização Mundial de Saúde”, afirmam os governadores em nota divulgada ao fim do encontro.

O secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou que a pasta não irá contrapor as decisões dos estados e que está em diálogo com as secretarias estaduais, mas que não há uma orientação fechada do órgão de até quando as quarentenas devem ir. 

“Nós não vamos dizer não cumpram as recomendações [dos estados]. Mas não são recomendações do Ministério da Saúde. Se fechou, agora tem que manter o planejamento. Qual é o tempo? Não temos isso claro e definido. Queremos participar junto com secretários nessa definição”, pontuou. 

Dados e canal de interação

O Ministério anunciou também uma nova plataforma onde disponibilizará os dados sobre os casos e mortes decorrentes do novo coronavírus. Ela funcionará em uma página específica, com informações atualizadas diariamente. 

Foi criado um canal por meio do Whatsapp com respostas as dúvidas e orientações sobre o tema, como forma de complementar o serviço de atendimento telefônico que já existia por meio do número 136. Qualquer pessoa pode acessar enviando uma mensagem para o número 61-99380031.

Veja dicas de prevenção contra o coronavírus

* Higienize as mãos

Lave suas mãos frequentemente com água e sabão ou com uma solução de álcool em gel.

Por quê? Esfregar as mãos ajuda a eliminar traços do vírus que podem estar presentes em lugares de uso comum.

* Mantenha distância social

Mantenha pelo menos um metro de distância de pessoas que apresentam tosse ou espirros constantes.

Por quê? A tosse e o espirro propagam pequenas gotas de secreção e saliva que podem conter vírus. Com a proximidade, a chance de respirar ou ter contato essas gotículas aumenta.

* Evite tocar os olhos, o nariz e a boca

Evite coçar, esfregar ou ter qualquer tipo de contato com as mucosas. Essas áreas têm contato direto com a corrente sanguínea e são mais sensíveis à presença de agentes de contaminação

Por quê? As mãos estão em contato constante com superfícies que podem ser vetores de transmissão de vírus e bactérias. Mantê-las longe das mucosas diminui a chance de ficar doente.

* Pratique higiene respiratória

Tenha boas práticas de higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com o braço curvado ou com um lenço de tecido ou papel ao tossir e espirrar. Descarte ou higienize o material usado imediatamente.

Por quê? Gotículas de saliva e secreção são vetores do Covid-19. Evitar que outras pessoas entrem em contato com saliva contaminada evita não apenas o coronavírus, mas uma série de doenças respiratórias.

* Em caso de febre ou dificuldade respiratória, busque ajuda médica rapidamente

Não saia de casa se estiver com febre. Se os sintomas persistirem e caso haja dificuldade respiratória, busque atenção especializada imediatamente.

Por quê? Apesar de serem sintomas comuns, uma ação rápida pode evitar problemas mais sérios e o desenvolvimento de sintomas mais graves de infecções respiratórias.

* Uso de máscaras

Pessoas saudáveis, sem sintomas como febre, tosse ou espirros não precisam usar máscaras

Por quê? Apenas profissionais de saúde e pessoas que apresentem sintomas parecidos com os do novo coronavírus precisam usar máscaras. A função das máscaras é conter a propagação do vírus em quem já está infectado. A OMS recomenda o uso racional das máscaras.

* Fique bem informado e siga os procedimentos do Ministério da Saúde

Por quê? Autoridades nacionais e locais têm a informação mais atualizada sobre a situação de saúde na sua área. Tomar atitudes preventivamente ajuda o sistema de saúde a distribuir e compreender de maneira ágil a disseminação de qualquer doença.

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