PANDEMIA

Covid-19: Taxa de ocupação de UTI chega a 98% em Pernambuco

Ao todo, são quase 3 mil leitos ocupados com pacientes com quadros respiratórios graves, com suspeita ou confirmação de covid-19

Suzyanne Freitas
Suzyanne Freitas
Publicado em 02/06/2021 às 10:50
Hélia Scheppa/SEI
FOTO: Hélia Scheppa/SEI
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A taxa de ocupação de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) chega a 98% no Estado de Pernambuco. Mesmo com 1.715 leitos de terapia intensiva abertos nos hospitais públicos, o Estado não consegue dar conta em relação a quantidade de pessoas que estão a espera de uma vaga de UTI.

Ao todo, são quase 3 mil leitos ocupados com pacientes com quadros respiratórios graves, com suspeita ou confirmação de covid-19. Deste total, 1.241 são leitos de enfermaria, com uma a taxa de ocupação de 83%. Na fila de espera, 269 pacientes esperam por transferência para leitos de UTI, sendo 17 crianças.

Com a reaceleração da pandemia neste mês, o Estado anunciou abertura de mais vagas de UTI, especialmente nos municípios de Caruaru, Bezerros e Garanhuns, todos no Agreste, onde a escalada de casos tem sido mais intensa. Contudo, os novos leitos inaugurados não conseguem dar conta do incremento no número de doentes, o que retrata o estrangulamento da rede com a alta das internações.

Agreste

Segundo a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES), o Agreste registrou aumento de 35% e 55% nos pedidos de vagas de UTI na última semana e nos últimos 15 dias, respectivamente. “O Agreste passa por uma situação de extrema gravidade. Nenhum sistema de saúde consegue suportar a velocidade de crescimento de demanda que observamos na região nesta última semana. A saturação da rede de saúde por lá já está repercutindo para as outras macrorregiões, gerando uma fila crescente na solicitação de vagas nos serviços”, alertou o secretário Estadual de Saúde, André Longo.

Cenário epidemiológico

Ele ainda ressaltou que o governo de Pernambuco está atento ao cenário epidemiológico da Região Metropolitana e da Zona da Mata, já que essa 1ª macrorregião de Saúde também tem registrado dados que preocupam, com aumento de 9% nas solicitações de UTI em uma semana e de 9,8% em 15 dias. A 1ª macrorregião ainda teve crescimento de 15% e 16,7% nas notificações de casos graves com sintomas de covid-19 em uma semana e 15 dias, respectivamente.