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Ítalo Lima: o nome por trás de Creytu, Ketuly, Greyce Kelly e outros sucessos nas redes sociais

Sucesso nas redes sociais e na tela da TV Jornal, Ítalo Lima fala como tudo começou e do surgimento de uma de suas principais personagens: Ketuly Sereia

Ítalo Lima: o nome por trás de Creytu, Ketuly, Greyce Kelly e outros sucessos nas redes sociais

Artes TV Jornal - Foto: Artes TV Jornal

@RafaelSantos911

Foi meio ofegante e um tanto quanto cansado que o ator Ítalo Lima, 29 anos, encontrou nossa equipe em uma das pracinhas da Rua Frei Cassimiro, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. Sentado em um dos bancos e, com o brilho nos olhos, o multiartista começou a detalhar – com o orgulho notório – cada degrau da sua carreira que o fez chegar até onde está hoje.

Cedo, aos 2 anos de idade, Ítalo se mudou com a família para o bairro do Ibura, na Zona Sul da capital. E foi na Rua 5, na UR-11, que ele passou grande parte da infância e adolescência. Por lá, já aos 13 anos, também conheceu a Companhia de Folguedos, um grupo de dança popular tradicional na UR-06, onde deu seus primeiros passos no meio artístico-cultural.

Vivendo na periferia e com a falta de acesso aos meios de formações teatrais, Ítalo se encontrou na dança. “Comecei como aluno de dança popular e meu objetivo era ir para o grupo profissional. Como tinha muita gente, na época o cachê era bem pouquinho, mas pra mim, com 13 anos, que não ganhava mesada nem nada, era um dinheirão. E era a primeira experiência na carreira artística”, relembra.

Mesmo não sendo no teatro, que sempre foi o seu sonho desde criança, o batismo na vida artística estava sacramentado. “A minha maior referência eram as novelas do SBT. O finalzinho da primeira versão de carrossel e as novelas mexicanas eram referências muito fortes e eu dizia ‘quero ser ator’, mas como? O único lugar que tinha teatro era o Sesc, que pra mim era caro. Então, meu primeiro contato foi a dança”, conta Ítalo.

Já entre os profissionais da dança e recebendo pelas apresentações, o sonho do teatro começava a ficar mais próximo de se realizar. Mas nem o próprio Ítalo sabia. Aquele que seria um final de semana de descanso entre familiares na praia de Porto de Galinhas, Litoral Sul, se transformou no final de semana em que o teatro disse sim para o então dançarino.

 Olga, tia de Ítalo, enxergou uma oportunidade de ouro para o sobrinho: dentro da programação do Janeiro de Grandes Espetáculos, o diretor, ator e escritor teatral, José Pimentel, estava oferecendo uma oficina gratuita de teatro. Daí pra frente, surgiram as possibilidades de apresentações no teatro de rua. “Comecei profissionalmente com o grupo ‘Os Dez Mandamentos’, com o espetáculo ‘As lendas do boi surubi’. Daí, através da oficina, fiz amizade com o pessoal que me convidou para participar do grupo. Foi uma experiência maravilhosa’, diz Ítalo.

Depois de idas e vindas, Ítalo finalmente conseguiu tirar o registro de artistas e buscar oportunidades no meio. “Conheci Gugga [Macel] e ficava pentelhando no Facebook dele. Eu sabia que ele era redator do Papeiro. Um dia precisou que eu fizesse a participação, eu fui e o primeiro personagem que fiz no Papeiro da Cinderela foi Romelson. De 2014 até 2020 quase todos os anos eu participava de alguma forma”, explica Ítalo.

Entrada para o elenco fixo do Papeiro da Cinderela

Foi durante o isolamento social imposto pela pandemia no novo coronavírus que nasceram algumas das principais personagens de Ítalo Lima. A partir de um pedido da produção do Papeiro da Cinderela, o ator se viu na necessidade de trazer novidades para o seu plantel de interpretações. “Luiz Bringel perguntou se eu tinha três personagens para fazer a Escolinha da Cinderela po EAD. Eu disse que tinha. Tinha o quê? (em tom irônico) Tinha nada!”, revela o ator.

Ketuly Sereia

Ítalo reconhece que uma de suas personagens mais características é Ketuly Sereia. Os cabelos longos avermelhados logo se destacam por onde ela chega. “Quando estou de Ketuly as pessoas logo chegam perto e perguntam por Creytu, já o contrário, as pessoas olham, demoram para identificar e depois é que percebem que se trata de um personagem”, explica.

E a marca da ‘Sereia’ nasceu por acaso: “A Ketuly nasceu do nada, da necessidade. Eu tinha comprado a peruca vermelha para fazer um cover de Priscila Senna, nada a ver…”, diz o ator.

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