INVESTIGAÇÃO

ESCÂNDALO MEC: Pastor investigado por corrupção afirma que sua prisão foi ilegal

Na sua primeira publicação após sair da prisão, pastor diz estar com "coração quebrantado"

Emília Prado
Emília Prado
Publicado em 24/06/2022 às 13:50
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Pastor Gilmar Santos - FOTO: Reprodução/Instagram
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Acusado de atuar como lobista e ter se beneficiado de recursos do Ministério da Educação (MEC), o pastor Gilmar Santos foi preso na última quarta-feira (22), mas foi liberado no dia seguinte.

Também detidos por um dia, o pastor Arilton Moura e o ex-ministro da Educação e pastor presbiteriano Milton Ribeiro são alvos da mesma investigação por desvio de dinheiro público.

VEJA TAMBÉM: De qual igreja é o pastor Milton Ribeiro, ex-ministro preso por corrupção?

Os religiosos foram liberados a partir da ordem de soltura dada pelo desembargador Ney Bello, do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), na quinta-feira.

DE QUAL IGREJA É O PASTOR GILMAR SANTOS?

Gilmar Santos é presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil e atua como pastor na denominação há mais de 40 anos.

Em texto publicado no Instagram, o líder religioso afirma que "não há julgamento ou veredicto sob o meu nome, o que mostra a ilegalidade desta prisão, sem lastro na legislação brasileira, reconhecidamente inconstitucional".

CARTA AO POVO DE DEUS

Gilmar direciona a carta aos seus "irmãos" e conta que escreve de casa "em profunda reflexão e com o coração quebrantado". O pastor da Assembleia de Deus descreve a sua prisão como parte de "uma luta incansável para enfraquecer o governo eleito".

"Nosso país está tomado pelo ódio e fome ao poder, com interesses políticos manipulando a verdade e a transparência dos fatos", declara o assembleiano. E finaliza: "meu compromisso segue o mesmo desde o momento em que Deus me chamou para ser parte de Sua grande obra".

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