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Secretaria de Saúde investiga possíveis casos de agulhadas no carnaval

No ano passado, o Hospital Correia Picanço, na Tamarineira, recebeu mais de uma centena de vítimas de agulhadas

Secretaria de Saúde investiga possíveis casos de agulhadas no carnaval

Em relatos feitos na redes sociais, uma das vítimas contou que foi agredida, quando brincava em Olinda. - Foto: Foto: Pixabay

Com informações do JC Online

O carnaval 2020 teve registro de novos possíveis casos de foliões atingidos por agulhas de seringa, durante a folia. A Secretaria Estadual de Saúde está apurando as possíveis ocorrências. Em relatos feitos na redes sociais, uma vítima contou que brincava em Olinda, quando o caso aconteceu.

Ela contou que procurou atendimento e foi medicada com um coquetel para evitar contaminação de doenças sexuais. Na postagem, no entanto, ela não informou a unidade em que foi atendida. Saiba mais:

>> Secretaria de Saúde de Pernambuco investiga casos de agulhadas no Carnaval 2020

Em nota, a assessoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) respondeu que, até o momento, nenhuma queixa foi prestada, em relação a esse tipo de agressão.

Ano passado

No Carnaval de 2019, houve registro de mais de 200 casos de possíveis vítimas de agulhadas, no carnaval de Olinda e Recife. Um inquérito policial foi aberto e, segundo a SDS, as investigações continuam sob a responsabilidade da Delegacia do Rio Branco. Até o momento, ninguém identificou os retratos falados feitos com base nos depoimentos das vítimas.

Atualização

Confira a nota conjunta da SES/SDS

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (Cievs) informa que recebeu a notificação de 23 pessoas, entre os dias 15 a 22 de fevereiro, que alegaram terem sido furadas por agulhas durante as festas de Carnaval em Recife e Olinda. Deste total, 21 deram entrada no Hospital Correia Picanço, sendo no último sábado (22.02), 12 pessoas relatando a mesma ocorrência. Os pacientes foram admitidos na unidade, referência estadual em doenças infecto-contagiosas, e, após triagem, 20 realizaram a profilaxia pós-exposição (PeP) para prevenir a infecção pelo HIV e outras infecções. Dos 23 casos, 15 são do sexo feminino e 8 masculino.

Os demais, ou se recusaram a fazer o teste rápido (pré-requisito para o uso da medicação), e, consequentemente, o tratamento, ou já tinham passado da janela de 72 horas preconizadas para início da medicação. Todos foram liberados após avaliação médica, com a orientação de retorno após 30 dias para conclusão do tratamento.

Todos os pacientes foram orientados a realizar o monitoramento de possíveis infecções no Serviço de Atenção Especializada (SAE) do próprio Correia Picanço, ou nos municípios de residência dos paciente. É importante ressaltar que os índices de transmissão por meio de picadas com agulhas infectadas são considerados baixos, em média 0,3% para HIV.

Em 2019, 300 pessoas deram entrada no Hospital Correia Picanço alegando terem sido furadas por seringas durante os festejos de Momo. A SES-PE destaca que não houve casos positivos desse evento.

A Polícia Civil de Pernambuco informa que recebeu, neste Carnaval, denúncias de 12 pessoas relatando terem sido picadas ou sentido pontadas causadas por algum tipo de objeto perfurocortante. Dez denúncias foram feitas ontem (22) e duas, neste domingo (23).

A PCPE instaurou inquérito e está apurando os fatos. A PCPE alerta para o cuidado no trato do tema, para não causar pânico desnecessário na população. No ano passado, dos casos relatados ao Hospital Correia Picanço, apenas duas pessoas se prontificaram a prestar depoimentos à Polícia. Retratos falados foram feitos, diligências, análise de imagens, mas os inquéritos não identificaram suspeitos devido à ausência de elementos, assim como uma possível motivação para essas ações.

Mas a missão da Polícia é prevenir o crime, apurar as denúncias com rigor e reprimir qualquer tipo de violência. Por isso, neste Carnaval, a PCPE montou uma posto de atendimento 24h no Hospital Correia Picanço. A unidade conta com equipes formadas por delegados, escrivães, agentes e peritos papiloscopistas, para colher depoimentos, fazer as perícias, diligências e buscar imagens das câmeras de videomonitoramento com o objetivo de identificar e capturar suspeitos dessa prática.

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