COVID-19

Covid-19: estudos mostram que novas cepas estão circulando em Pernambuco

Pesquisadores da UFPE já identificaram 24 novas linhagens do vírus e acendem o alerta para um cenário preocupante

Covid-19: estudos mostram que novas cepas estão circulando em Pernambuco

Entre vários estudos que estão sendo feitos no laboratório, um está sendo muito aguardado pelo Governo do Estado,  sobre quais cepas de alto grau de contágio estão circulando em Pernambuco - Foto: Alex Oliveira / JC IMAGEM

Desde julho do ano passado, pesquisadores do laboratório de bioinformática e biologia evolutiva da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) investigam as diversas formas do novo coronavírus (covid-19) no Estado. Eles recebem parte do material genético de pessoas que testaram positivo para a doença e, através destas máquinas, fazem o sequenciamento do vírus.

Desde que a pesquisa foi iniciada, foram descobertas, ao todo, 24 linhagens diferentes e mais de 250 mutações do novo coronavírus circulando em Pernambuco. De acordo com o pesquisador, Marcos Regueira, um dado preocupante. Segundo ele, a falta do uso adequado dos protocolos sanitários podem estar favorecendo a multiplicação de diferentes formas do vírus no Estado.

Cepas

Entre vários estudos que estão sendo feitos no laboratório, um está sendo muito aguardado pelo Governo do Estado,  sobre quais cepas de alto grau de contágio estão circulando em Pernambuco. Segundo o coordenador do projeto de sequenciamento da covid da UFPE, Valdir Balbino, ainda não se sabe quantas destas variantes estão circulando, mas já é possível afirmar que a cepa que surgiu no estado do Amazonas já foi detectada e pode estar influenciando nos números da covid-19 em Pernambuco.

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Mapeamento

Ainda segundo o coordenador, através do estudo será possível mapear o vírus e desenvolver políticas de prevenção a covid-19.

O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
  • Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  • Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

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