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Miró

A poesia urbana de Miró da Muribeca

'Eu navego entre o urbano e o lirismo'

Publicado em 24.08.2016, às 12:44

Por TV Jornal| Natali Assunção

Na próxima semana, o Nordeste Mais volta a Pernambuco para uma visita a Bezerros, campo fértil para cultura, empreendedorismo e muito mais. Mas enquanto a viagem está sendo preparada relembre aqui outra passagem pelo estado, em setembro de 2015, dessa vez no Recife, onde a apresentadora Ana Letícia bateu um papo com o poeta Miró da Muribeca.

 

Miró declama sua poesia nas ruas do Recife

Miró declama sua poesia nas ruas do Recife
Reprodução/TV Jornal

Registrado como João Flávio Cordeiro da Silva, Miró, nasceu em 1962, na cidade do Recife, bairro da Encruzilhada. Rubro Negro, recebeu o apelido que carrega até hoje ainda na juventude por causa de um jogador de futebol do Santa Cruz. Ele, o Miró poeta, costumava jogar bola e sonhava em seguir carreira nessa área. Fez uma jogada semelhante a uma do xará jogador e desde então recebeu esse nome. Já o acréscimo Da Muribeca foi adquirido porque morou lá. Atualmente, se chamado de Flávio certamente não atende porque a vida e as ruas o batizaram de Miró. 

O artista, que escreveu seu primeiro livro em 1985, só voi ter acesso à leitura aos 23 anos. Começou sua carreira pelo lirismo, gênero que ainda permeia seu trabalho, mas após vivenciar um momento de violência nas ruas ao ser agredido por policiais, inflamou suas poesias que passaram ter um cunho de crônica urbana social. Sua mãe sugeriu que o filho processasse os agressores, mas a resposta de Miró veio na palavra impressa em papel e também na declamada: os está processando até hoje com a sua poesia precisa. O poeta, portanto, fez e faz história na literatura por meio da palavra escrita, mas também da oralidade. É conhecido pela forma marcante como dá voz aos seus textos viscerais.

Miró conversa com Ana Letícia no Mercado da Boa Vista

Miró conversa com Ana Letícia no Mercado da Boa Vista
Reprodução/TV Jornal

 

Na ocasião desta conversa estava lançando o livro aDeus, editado pela Mariposa Cartonera. Confira o bate-papo: