Notícia Comunidade do Papelão

'Não há mais dúvida' diz perito em reconstituição de acidente no metrô


Publicado em 18.05.2018 , às 10:59 / Atualizado em 18.05.2018 , às 11:51

Por TV Jornal

Reprodução/TV Jornal

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) realizaram a reconstituição do acidente em que dois policiais morreram e dois ficaram feridos depois de serem atingidos por um trem do Metrô do Recife. O acidente aconteceu quando eles tentavam evitar um homicídio, na noite da última terça-feira (15). A reprodução simulada serviu principalmente para analisar a capacidade dos PMs em ver e ouvir o trem antes do impacto.

A equipe teve acesso à área dos trilhos pela Estação Central. Policiais civis e militares reforçaram a segurança para que os peritos trabalhassem. Durante a perícia complementar, foi usado um equipamento que serviu para medir a intensidade da luz e do som no local durante a passagem da composição do metrô.

O trabalho durou cerca de duas horas e meia. O mesmo trem do acidente foi usado para realizar a perícia. Ele trafegou da Estação Joana Bezerra até o local onde os policiais foram atropelados, na Comunidade do Papelão. "A perícia complementar, os elementos materiais colhidos foram muito esclarecedores. Não há mais dúvida a respeito dos fatos", informou o perito do IC, Heldo Souza. O laudo pericial só vai ser concluído em 15 dias.

Estado de saúde

O quadro de saúde dos PMs internados é considerado estável. Os peritos verificaram também que na composição não havia câmera interna e nem externa, por ser um modelo antigo. Os depoimentos sobre o acidente vão começar na próxima semana. De acordo com o delegado Paulo Jean, da Delegacia de Delitos de Trânsito, o primeiro a ser ouvido deve ser o soldado Luciano Antônio da Silva. O maquinista será o último a prestar depoimento.



O caso

Dois policiais militares morreram, na noite da terça-feira (15), após serem atropelados por um trem no Metrô do Recife, próximo à Estação Joana Bezerra, na altura da Comunidade do Papelão, área central da cidade. Os dois estavam acompanhados de mais dois oficiais, atendendo uma ocorrência quando foram atingidos pelo veículo.

De acordo com informações do Posto Policial do Hospital da Restauração, no centro do Recife, o Sargento Enéas Severino de Sena, de 40 anos, morreu no local do acidente e o Cabo Adeilton, de 40 anos, deu entrada morto no hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Os corpos dos policiais foram enterrados no Cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife.

O cabo Clécio Fagner Santos sofreu traumatismo craniano e múltiplas fraturas, e o estado de saúde dele é considerado grave. Já o soldado Luciano Antônio da Silva fraturou o braço esquerdo. Segundo o soldado Carlos Guedes, policial amigo dos quatro envolvidos no acidente, que visitou os dois colega internados, ambos estão conscientes, mas não se lembram do que aconteceu


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