Notícia DECISÃO

Bancários de Pernambuco entram em estado de greve


Publicado em 09.08.2018 , às 18:35

Por TV Jornal / JC Online

Foto: Cortesia

Por unanimidade, os bancários de Pernambuco rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de aumento pelo índice de inflação e a partir desta quinta-feira (9) entram em estado de greve. 

Os bancos devem apresentar uma revisão do documento no próximo dia 17 de agosto. Caso a resposta não atenda às reivindicações da categoria, os trabalhadores entrarão em greve.

A decisão foi tomada durante a Assembleia Geral Extraordinária, realizada na noite desta quarta-feira (8), na sede do Sindicato dos Bancários de Pernambuco. A assembleia também aprovou a participação dos trabalhadores no Dia do Basta, que acontece na sexta-feira (10).



Paralisação 

Seguindo a agenda aprovada durante a reunião, a categoria vai realizar uma paralisação dos serviços bancários na manhã desta sexta-feira (10), entre às 10h e 12h, quando os diretores do Sindicato vão dialogar com funcionários e clientes sobre os ataques aos direitos da classe trabalhadora.

A presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, reafirma o compromisso da entidade em lutar pelas conquistas da categoria. “Os bancos estão, ano após ano, batendo recordes nos lucros, mesmo diante da crise econômica que assombra o País. O desmonte deste governo golpista traz, mais uma vez, benefícios para os banqueiros e prejuízos para população. Vamos combater mais esta ilegalidade e defender nossos direitos duramente conquistados. O estado de greve é mais um passo para vencermos essa batalha. É Todos por Tudo!”, enfatiza.

Ainda sobre a última rodada de negociação apresentada pela Fenaban, que aconteceu nessa terça-feira (7), e que traz como benefício apenas a cobertura medida pelo INPC para salários, pisos e demais verbas, como PLR, VA, VR, auxílio-creche/babá, o Comando Nacional não identificou nenhuma garantia perante as reivindicações levadas para mesa de negociação. A proposta não contempla reivindicações importantes, como a não substituição de bancários por terceirizados, a não adoção das novas formas de contratação previstas na reforma trabalhista e o combate às metas abusivas que adoecem grande número de trabalhadores.


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