Notícia INQUÉRITO

Polícia investiga denúncia de agressão a eleitora no Recife


Publicado em 11.10.2018 , às 20:20

Por TV Jornal / JC Online

Fotos: Reprodução/Facebook

A Polícia Civil de Pernambuco instaurou um inquérito, nesta quinta-feira (11), para apurar uma denúncia de agressão a uma servidora pública de 37 anos após o primeiro turno das eleições, no domingo (7). De acordo com a instituição, a mulher relatou ter sido agredida por uma outra mulher em um bar localizado em Cajueiro, Zona Norte do Recife, após uma discussão sobre política com dois homens que acompanhavam a suspeita.

"Os relatos que temos até agora são de que ela estava em um estabelecimento comercial, quando houve um questionamento político feito por homens em uma mesa, e ela foi justificar por que não votou no candidato deles. Após essa discussão acalorada, chegou uma mulher, começou a desferir socos e a agrediu fortemente. Depois desse fato, ela caiu e esqueceu o que tinha acontecido devido a quantidade de socos que levou", explicou a delegada Morgana Alves, da Diretoria Integrada Metropolitana da Polícia Civil.

Ainda segundo a delegada, a eleitora informou que os homens que estavam com a suspeita impediram que os funcionários do estabelecimento e um amigo da vítima interferissem durante a agressão."Segundo a vítima, os homens impediram os funcionários que estavam no local e o amigo da vítima de intervir. Essa foi a participação dos homens no caso. No entanto, a gente já tem relatos de ameaças proferidas por parte de um deles contra o amigo da vítima. Perguntando se conhecia de arma, se já tinha visto arma de fogo, o que causou um sentimento de ameaça nas vítimas", afirmou.

Ferimentos

A servidora pública recebeu alta de um hospital particular do Recife nessa quarta-feira (10). De acordo com informações obtidas pela TV Jornal, o laudo médico apontou que a mulher sofreu uma fratura no punho direito, múltiplos traumatismos na cabeça, no rosto e no braço esquerdo.

A mulher foi ouvida pelos delegados Morgana Alves e Breno Maia, na Sede Operacional da Polícia Civil, no Centro do Recife, nesta quinta-feira (11) e encaminhada ao Instituto de Medicina Legal (IML) para realizar os exames necessários. Em entrevista à TV Jornal, ela descreveu a agressão. "No momento da conversa, 'discussão' que tivemos, enquanto eu fumava do lado de fora, ela não estava. Ela se dirigiu, veio andando até mim, até pensei que ela iria ao banheiro, mas ela parou na minha mesa e mandou eu levantar. Quando eu levantei, levei o primeiro murro. Os homens não deixaram que tirassem a mulher de cima de mim", disse. 



O caso foi inicialmente divulgado por uma amiga da vítima. Em uma publicação no Facebook, ela afirmou que a servidora pública foi agredida por apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) enquanto usava bottons e adesivos em apoio a Ciro Gomes (PDT) e ao movimento #Elenão. "Minha amiga querida, minha irmã da vida, a mulher que esteve do meu lado em milhões de momentos dividindo tudo de bom e tudo de ruim foi brutalmente e covardemente atacada por apoiadores de Bolsonaro", diz um trecho do texto.

"Começaram a puxar confusão por conta de bottons e adesivos que ela usava em apoio a Ciro e ao #Elenão. Depois começaram a ameaçar com uma arma, então ela fez um vídeo e me enviou mostrando quem eram, depois disso perdi contato com ela e soube hoje que eles a atacaram covardemente. Essa história me afetou de maneira dilacerante, estou devastada sem saber o que pensar e o que fazer", afirmou a amiga em outro trecho da publicação.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que "está trabalhando com dedicação para esclarecer o episódio e encontrar os responsáveis".

Leia a nota da Polícia Civil sobre o caso:

A Polícia Civil de Pernambuco instaurou, nesta quinta-feira (11/10), o inquérito que irá apurar a queixa de lesão corporal, ameaça e dano material relatados pela servidora pública. O episódio aconteceu por volta das 22h, do último domingo (07/10), em um bar localizado no bairro de Cajueiro, na Zona Norte do Recife. Segundo o depoimento, uma mulher a agrediu fisicamente e quebrou seu aparelho celular. A agressão teria sido motivada por uma discussão anterior entre a depoente, junto com um amigo, com dois homens que estavam em companhia da agressora. Paula foi ouvida pelos delegados Morgana Alves e Breno Maia, na Sede Operacional da PCPE, na Rua da Aurora, e encaminhada ao IML para os exames necessários. A polícia está trabalhando com dedicação para esclarecer o episódio e encontrar os responsáveis.