Notícia Polícia Federal

Pesquisador preso com ayahuasca na Rússia é trazido para Recife


Publicado em 06.12.2018 , às 20:20 / Atualizado em 07.12.2018 , às 16:28

Por TV Jornal

Reprodução/TV Jornal

Preso na Rússia por tráfico de drogas desde agosto de 2016, o professor paraibano Eduardo Chianca, de 68 anos, chegou ao Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes- Gilberto Freyre, às 21h33 desta quinta-feira (06). O homem veio acompanhado de policiais federais de Pernambuco e Brasília e a transferência dele ao Brasil acontece em função de um acordo bilateral entre os dois países.

O professor está sob custódia na sede da Polícia Federal em Pernambuco até a audiência na Justiça Federal, que acontece às 10h desta sexta-feira (07), quando será determinado o restante do cumprimento da pena. O pedido para cumprir o resto da pena no Brasil foi feito pelo próprio professor, por seus familiares e pelo Ministério de Relações Exteriores.



Chianca foi detido no Aeroporto de Moscou no dia 31 de agosto de 2016 e condenado por tráfico de drogas em território russo, por carregar em sua bagagem quatro garrafas da Ayahuasca (Santo Daime). Sua condenação, a princípio, era de seis anos e meio de prisão, mas a sentença foi reduzida a três anos. Ele chegou a cumprir dois anos da pena na Rússia e, em setembro deste ano, as autoridades russas autorizaram a transferência do paraibano para cumprir o restante da pena no Brasil. 

Santo Daime

De forma tradicional, a bebida conhecida como Santo Daime é utilizada em rituais indígenas. Ainda que tenha uso autorizado no Brasil, em cerimônias religiosas, o Ayahuasca é proibido na Rússia, isso por ter substâncias alucinógenas como a dimetiltriptamina (DMT), considerada ilegal pelas leis Russas. O pesquisador utilizava a bebida em cursos de uma terapia chamada 'Frequência de Luz', ministrados por ele. No tribunal, Chianca alegou não saber da proibição do chá, na Rússia.