Casa Própria

Veja as condições do novo modelo de financiamento imobiliário da Caixa


Apesar dos juros mais baixos, especialistas alertam que é preciso ter cautela antes de fechar o negócio; entenda

Gustavo Henrique Gustavo Henrique
Gustavo Henrique
Gustavo Henrique
Publicado em 26/08/2019 às 10:00
Marcelo Camargo/Agência Brasil
FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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As novas regras para o financiamento da casa própria começam a valer a partir desta segunda-feira (26). No novo modelo de crédito imobiliário, a Caixa Econômica Federal financia 80% do valor do imóvel, em contratos que podem ter até 360 meses (30 anos). O que muda são as taxas de juros: variam de 2,95% a 4,95% ao ano.

Atualmente, no financiamento convencional, a taxa mínima de juros é de 8,75%. Porém, no novo crédito, a taxa de juros é somada à inflação, que é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nos últimos 12 meses, o IPCA ficou em 3,22%.

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Confira

O consumidor deve ficar alerta, no entanto. O fato de somar à inflação pode não ser bom negócio. Especialistas ressaltam que é preciso tomar cuidados antes de assinar o contrato:

Financiamento da Casa Própria (exemplo)

Imóvel (Valor)Financiamento (80% do valor o imóvel)Taxa de Juros + IPCA = Juros Anuais Pagamento em Parcelas Decrescentes ***
R$100 milR$80 mil2,95% * + 3,22%** = 6,17%

1° parcela: R$622,38

Parcela final: R$223,33

  • *A taxa de juros é definida pelo banco e depende das condições do comprador.
  • **O IPCA é um índice criado para medir a variação de preços do mercado para o consumidor final e representa o índice oficial da inflação no Brasil. IPCA significa Índice de Preços ao Consumidor Amplo e é medido mês a mês pelo IBGE. Nos últimos 12 meses, ficou em 3,22%.
  • ***O exemplo leva em consideração que o cliente opte por pagar em parcelas decrescentes.

Opinião do especialista

O economista Brenno Almeida explica que o novo financiamento é mais atrativo para quem deseja quitar o imóvel em até, no máximo, 10 anos. "Um financiamento longo, de 30 anos, pode tornar-se salgado para o consumidor. Em um momento que a pressão inflacionária possa ficar maior, a prestação do financiamento vai subir e deixará o comprador em uma situação difícil", alertou Brenno.