'Laranjas do PSL'

Polícia Federal: Luciano Bivar é alvo de operação de busca e apreensão


Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). Ele é investigado no caso dos laranjas do PSL

Karina Costa Albuquerque Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Publicado em 15/10/2019 às 7:50
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Uma operação da Polícia da Federal (PF) cumpre nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado federal e presidente nacional do Partido Social Liberal (PSL), Luciano Bivar, na manhã desta terça-feira (15). Os mandados foram autorizados pelo pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

A operação atende um pedido do Ministério Público Eleitoral referente a uma investigação sobre o uso de candidaturas laranjas pelo PSL, na eleição de 2018. Nove mandados foram expedidos pelo TRE. De acordo com a PF, a operação acontece para apurar crimes eleitorais e associação criminosa.

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O esquema

Ainda segundo a Polícia Federal, líderes do PSL teriam ocultado, disfarçado e omitido "movimentações de recursos financeiros oriundos do fundo partidário, especialmente os destinados às candidaturas de mulheres, após verificação preliminar de informações que foram fartamente difundidas pelos órgãos de imprensa nacional."

O esquema conhecido “laranjal do PSL” foi revelado pela Folha de S.Paulo em uma série de reportagens, desde o início de 2019, e se tornou motivo de atritos internos no partido do presidente Jair Bolsonaro, que pode deixar a legenda.

Operação Guinhol

A ação faz parte das investigações sobre o esquema das candidaturas de laranjas pela legenda. O nome da operação faz referência a uma marionete, personagem do teatro de fantoches criado no século XIX diante da possibilidade de candidatas terem sido utilizadas exclusivamente para movimentar transações financeiras escusas.

Resposta

Segundo o advogado de Bivar, Ademar Rigueira, por telefone, a decisão foi estranhada. "O inquérito está perdurando 10 meses e, durante todo esse período, as pessoas envolvidas cooperaram, fornecendo tudo o que era solicitado. O inquérito não trouxe nenhum elemento de fraude." Ele ainda criticou a ação da PF e disse que vão aguardar os desdobramentos da investigação. "O que a Polícia Federal está fazendo é invertendo a lógica da investigação. Como não consegue provar nada, se faz uma 'pescaria', uma busca e apreensão. É um absurdo completo. A gente espera muito que esta ação não tenha nenhuma motivação política. Nosso próximo passo agora vai ser aguardar esse desdobramento."