DESEMPREGO

PNAD: Recife é a capital com maior taxa de desempregados do Brasil

Com 17,4% da população economicamente ativa fora do mercado de trabalho, a capital pernambucana lidera o ranking, ao lado de Macapá-AP

PNAD: Recife é a capital com maior taxa de desempregados do Brasil

A situação fez com que muitas pessoas encontrassem uma saída no emprego informal - Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Nas ruas da cidade do Recife e Região Metropolitana, não é difícil encontrar pessoas trabalhando na informalidade. O número de estabelecimentos comerciais e empresas fechadas vem aumentando cada vez mais, em Pernambuco, e a consequência disso é o desemprego. 

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Foi o que constatou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, Pernambuco é o estado que tem a terceira maior taxa de desemprego do Brasil, com 15,8%. 

Veja na reportagem

Recife: maior taxa de desempregados

A situação piora quando a pesquisa se concentra no Recife. 17,4% da população economicamente ativa está fora do mercado de trabalho, na cidade. É a pior taxa de desocupação, entre as capitais do país, junto com Macapá-AP. A PNAD também registrou essa movimentação e constatou que 27,8% dos pernambucanos trabalham sem carteira assinada. A taxa é maior que a nacional, que corresponde a 26%.

A dura realidade fez com que muitas pessoas encontrassem uma saída no emprego informal. Seu Cid Florentino, de 60 anos, trabalha no Centro do Recife vendendo roupas e calçados. Ele foi demitido de uma empresa, depois de 32 anos trabalhando nela. "A gente vai levando né, tem que se virar, dar um jeito", disse. 

 

Crise econômica

De acordo com a economista Amanda Aires, a desaceleração das atividades no Porto de Suape e a crise econômica do país são os principais causadores da falta de empregos em Pernambuco. A informalidade acaba sendo a única alternativa para quem não consegue uma colocação no mercado formal de trabalho. "Hoje em dia, o tempo médio para conseguir um novo emprego vai de 9 a 12 meses", diz. 

Fim de ano

A economista ainda revelou que o fim de ano pode ajudar a reduzir a taxa de desemprego no Estado. "As festas de final de ano, a Black Friday e o Natal são eventos que impulsionam positivamente a economia. Além disso, tem também os saques do FGTS. É uma excelente oportunidade de reverter esse quadro. Aproveitar esse âmbito de consumo e reverter em emprego para reerguer a economia local", analisou Aires. 

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