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De 10 brasileiros apenas 3 leem o conteúdo das notícias

TV Jornal

-Divulgação

O segundo turno acontece neste domingo (28) para encerrar as eleições 2018 e a grande protagonista da disputa eleitoral deste ano foram polêmicas "fake news". Um estudo exclusivo realizado pela DNPontoCom de Curitiba revela o comportamento e a disseminação dos brasileiros em relação as notícias falsas. Conforme o levantamento, 7 a cada 10 brasileiros da geração Z, os nascidos entre 1990 e 2010, não prestam atenção no conteúdo da matéria. Já para a geração X, nascidos entre 1960 e 1982, a proporção é de 4 para 10. Da geração Y, nascidos de 1980 até 1990, 6 em cada 10 pesquisam em fontes diferentes e costumam mudar de opinião mais facilmente.

O estudo apontou ainda que a geração Z se influência mais facilmente por personalidades diversas, como artistas, celebridades, cantores e blogueiros. Enquanto isso, a geração X se influência mais rapidamente por intelectuais. A geração Y e Z mudam de opinião com mais facilidade, indica o levantamento. 

O algoritmo também foi capaz de identificar que 6 a cada 10 pessoas com tendências depressivas tendem a acreditar mais em notícias tendenciosas. Pessoas com visões sensacionalistas negam os fatos e tendem a achar que são todos conspiratórios.

A pós-verdade é responsável por 67.3% das fake news retransmitidas, sendo um dos principais gatilhos que produzem a disseminação de fake news. A Pós-verdade é um neologismo que descreve a situação na qual, na hora de criar e modelar a opinião pública, os fatos objetivos têm menos influência que os apelos às emoções e às crenças pessoais. 

Segundo o estudo, 4 a cada 10 pessoas tendem a compartilhar opiniões de ídolos ao invés de canais de credibilidade. Enquanto 3 a cada 10 pessoas são influenciadas por familiares. A pesquisa revela que 18% do total mais ativo politicamente é influenciado por artistas. 

O propósito da pesquisa foi analisar o comportamento e a disseminação de notícias falsas pelos brasileiros. Ao estudar a disseminação das fake news, foi possível traçar uma análise do comportamento online das pessoas. As informações foram colhidas com o uso de Processamento de Linguagem Natural, Deep Learning e Machine Learning. Os dados coletados referiam-se a informações básicas de perfil, relacionamentos, gostos e localização.

De acordo com o estudo, 8 a cada 10 pessoas com opiniões políticas mais fortes não se importam com os fatos desde que sigam sua linha de raciocino. Já 23% julga a segurança da urna quando seu candidato preferido está abaixo nas pesquisas. Foi possível identificar que 11% da geração Z se interessa por política.

Alerta

Em meio a um segundo turno polarizado e divulgação de notícias falsas, o CEO da DNPonotCom, Daniel Nascimento alerta para o uso da internet e redes sociais. "Não podemos menosprezar a realidade em que vivemos, a realidade em que a internet, as redes sociais e a falta de cuidado das pessoas quando compartilham conteúdos nestas plataformas, pode representar um grande estrago no exercício da verdade e da democracia", explicou o consultor em discurso realizado no Senado.

Pesquisa

Foram analisados 23.428 perfis de redes sociais. Desses, foram 49.5% homens e 50.5% mulheres, com idades entre 15 e 65 anos, no mínimo 30% por geração X, Y e Z. 

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