Assembleia de Deus

Bolsonaro critica criminalizar homofobia e quer ministro evangélico

Presidente participou de congresso da Assembleia de Deus

Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Publicado em 02/06/2019 às 9:45
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O presidente Jair Bolsonaro participou de um congresso da Assembleia de Deus, nessa sexta-feira (31), em Goiânia (GO). Ele perguntou aos presentes se não estaria na hora de o Supremo Tribunal Federal (STF) contar com um ministro evangélico.

“O Estado é laico, mas eu sou cristão. Então, com todo respeito ao Supremo Tribunal Federal, eu pergunto-lhes: existe algum entre os 11 ministros do Supremo evangélico? Cristão assumido?”, questionou.

Bolsonaro ainda aproveitou para alfinetar a imprensa. “Não me vem a imprensa dizer que eu quero misturar a justiça com religião. Todos nós temos uma religião ou não temos e respeitamos. Um tem que respeitar o outro. Será que não está na hora de termos um ministro do STF evangélico?”, disse.

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O Estado é laico, mas eu sou cristão. - Não está na hora de o Supremo ter um ministro evangélico?

Vagas de ministro

Para mudança nas vagas de ministro do STF, Bolsonaro vai ter que esperar pelo menos até setembro de 2020, quando o ministro Celso de Melo vai completar 75 anos e está na época de se aposentar. Em 2021, Marco Aurélio Melo também vai se aposentar e essas são as duas vagas que serão abertas no mandato do presidente.

Crítica à criminalização da LGBTfobia

O presidente Jair Bolsonaro fez duras críticas à interpretação que vem sendo dada pelo STF que está criminalizando a homofobia e a transfobia, que são manifestações de preconceito contra gays, lésbicas e transexuais.

“O Supremo Tribunal Federal está discutindo agora se a homofobia pode ser tipificada como racismo. Desculpe o supremo, que o respeito e jamais atacaria um outro poder. Mas, pelo que parece, estão legislando”, afirmou. Na semana passada, já foi formada a maioria no STF para enquadrar e a transfobia como crimes semelhantes ao racismo.

As críticas ao Supremo aconteceram três dias após o presidente articular um “pacto pelo Brasil” em parceria com o Judiciário.

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