DESASTRE

Manchas de óleo: veja as três teorias sobre o desastre ambiental nas praias do Nordeste

O óleo apareceu no litoral nordestino em Setembro

Manchas de óleo: veja as três teorias sobre o desastre ambiental nas praias do Nordeste

Na praia dos Carneiros, houve um mutirão para a retirada do óleo - Foto: Bruno Campos/JC Imagem

Há quase dois meses várias manchas de óleo estão aparecendo nas diversas praias do litoral nordestino, principalmente em Pernambuco. No entanto, como a substância chegou ao Nordeste ainda não foi explicado. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é considerado petróleo cru. Em relação ao desastre ambiental, existem três teorias sobre a origem do problema, em um material feito pelo Estadão Conteúdo.

Conheça as três teorias

Vazamento a 600 km da costa

Um estudo feito por pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apontou que o vazamento pode ter ocorrido em uma região entre 600 km e 700 km da costa, na altura de Alagoas e Sergipe, no dia 14 de junho.
A pesquisa realizada não indica um ponto específico de onde o vazamento aconteceu. Para os pesquisadores do Coppe, é provável que o que tenha acontecido foi uma operação de troca de óleo mal sucedida em alto mar, conhecida como ship-to-ship. Eles não acreditam que o vazamento tenha relação com barris da Shell encontrados em Sergipe e no Rio Grande do Norte.

Origem da Venezuela

Uma fonte da alta cúpula do governo de Jair Bolsonaro disse, ao jornal O Estado de S. Paulo, que a substância encontrada é o mesmo tipo de óleo extraído na Venezuela. A teoria também foi levantada porque investigações sigilosas da Marinha e da Petrobras localizaram o óleo com a mesma ‘assinatura’ da substância do país vizinho.
Para o presidente Jair Bolsonaro, o vazamento de óleo foi criminoso.

'Navios fantasmas'

A terceira teoria é a de que o derramamento do óleo foi provocado por ‘navios fantasmas’, ou seja, embarcações que navegam de forma clandestina. Esses navios desligam o transponder, que são aparelhos obrigatórios e que registram a localização das embarcações em tempo real.

Praias afetadas em Pernambuco

Desde que as primeiras manchas foram identificadas no litoral do Nordeste, 15 praias de Pernambuco receberam vestígios esparsos do material, mas atualmente não há registro de óleo em todas estas praias, segundo o Ibama.
•Boa Viagem - Recife - oleada/vestígios esparsos
•Praia Del Chifre - Olinda - oleada/vestígios esparsos
•Candeias - Jaboatão dos Guararapes - oleada/vestígios esparsos
•Piedade - Jaboatão dos Guararapes - oleada/vestígios esparsos
•Praias de Gamboa - Ipojuca - oleada/vestígios esparsos
•Praia de Nossa Senhora do Ó - Ipojuca - oleada/vestígios esparsos
•Porto de Galinhas - Ipojuca - oleada/vestígios esparsos
•Pau Amarelo - Paulista - oleada/vestígios esparsos
•Conceição - Paulista - oleada/vestígios esparsos
•Carneiros - Tamandaré - oleada/vestígios esparsos*
•Tamandaré - Tamandaré - oleada/vestígios esparsos
•Ilha Cocaia - Cabo de Santo Agostinho - oleada/vestígios esparsos
•Praia do Paiva - Cabo de Santo Agostinho - oleada/vestígios esparsos

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