Política

Bolsonaro chama Paulo Freire de ''energúmeno'' e diz que programação da TV Escola ''deseduca''

As declarações do Presidente da República foram na saída do Palácio da Alvorada

Suzyanne Freitas
Suzyanne Freitas
Publicado em 16/12/2019 às 15:30
Reprodução/Twitter e Instagram
FOTO: Reprodução/Twitter e Instagram
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O presidente Jair Bolsonaro chamou nesta segunda-feira (16) na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada, enquanto conversava e tirava fotos com apoiadores, o educador, Paulo Freire, patrono da educação brasileira, de "energúmeno", e declarou que a programação da TV Escola deseduca.

"E outra, era uma programação totalmente de esquerda. Ideologia de gênero. Tem que mudar. Daqui cinco, 10 anos vai ter reflexo disso aí. Trinta anos em cima dessa ideologia aí desse Paulo Freire, desse energúmeno aí que foi ídolo da esquerda", disse o presidente.

Segundo Bolsonaro, a educação do Brasil tem desempenho ruim e avaliações por causa “dessas programações”, com a da TV Escola que, na sua opinião, tinha uma programação “totalmente de esquerda”, que promovia “ideologia de gênero” com recursos públicos.

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"Você conhece a programação da TV Escola? Deseduca. Por que a educação do Brasil está lá embaixo? Por causa dessas programações. Agora o pessoal está criticando. Esse tipo de cultura é para acabar mesmo. Queriam renovar o contrato... R$ 350 milhões iam ser jogados no lixo", afirmou Bolsonaro.

Contrato não renovado

Na última sexta-feira (13), o contrato não foi renovado com a associação responsável por gerir a TV Escola desde 1995. Por meio de nota, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que estuda a possibilidade das atividades do canal serem exercidas por outra instituição da administração pública.

O presidente também defendeu a decisão do ministério de não renovar o contrato e relatou que a audiência da TV Escola é muito baixa.

Energúmeno

Ainda de acordo com o presidente, as mudanças que a sua gestão implementa terão reflexos na educação do país num prazo entre cinco e 15 anos. Ao concluir o argumento, ele chamou o educador Paulo Freire de “energúmeno” que, de acordo com a definição do dicionário Aurélio, quer dizer "endemoninhado, fanático, possesso".

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