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Polícia Federal aguarda autorização para atender pedido de proteção de Antônio Campos

O político comunicou o pedido de proteção ao Ministério Público Federal e a Polícia Federal

Polícia Federal aguarda autorização para atender pedido de proteção de Antônio Campos

Antônio Campos ou Tonca, como é conhecido, voltou ao centro do noticiário político após ser criticado pelo próprio sobrinho, João Campos (PSB) - Foto: Sérgio Bernardo/ Acervo JC Imagem

Com informações do JC Online e da TV Jornal

O presidente da fundação Joaquim Nabuco, Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos, solicitou proteção de vida junto a Polícia Federal, após afirmou que estaria recebendo ameaças de morte por conta de denúncias contra políticos de Pernambuco. Em entrevista nesta quarta-feira (12), o Chefe de Comunicação da PF, Giovanni Santoro, confirmou o pedido feito pelo político e explicou que o Ministério Público é quem autoriza

>>>Antônio Campos diz estar sendo ameaçado e pede proteção à Polícia Federal<<<

''Através de seus advogados ele deu entrada em uma requerimento pedindo proteção de vida. Esse requerimento foi aceito e existe todo um protocolo para ser feito, principalmente ao Ministério da Justiça, que autoriza a Polícia Federal para fazer a proteção. Vamos esperar o Ministério da Justiça para saber se vamos deferir ou indeferir o pedido para tomar as medidas cabíveis'', informou.

E continuou: ''Caso seja acatado o pedido, a Polícia Federal tem que deslocar todos os dias um número de policiais para fazer a segurança na casa e nos deslocamentos dele no dia a dia''.

 

Advogado de Antônio Campos

Em contato com o Jornal do Commercio, o advogado de Antônio Campos, Weryd Simões, disse que o político  "tem recebido essas ameaças desde antes da última sexta-feira (07), quando intensificaram. A investigação é completamente sigilosa. Ele foi ouvido na condição de testemunha, mas sob sigilo absoluto". 

Quando questionado sobre do que se tratava a ameaça, o advogado de Antônio Campos apenas falou que "todo o procedimento investigativo teve como vinculo o PSB de Pernambuco. Antônio trouxe informações relevantes e já citou nome de pessoas".

Confira nota oficial de Antônio Campos

Em razão de ameaças que venho sofrendo ultimamente, de diversas formas, objeto de relatório circunstanciado no requerimento que estarei fazendo, que já aconteceram no passado e retornam após matéria no Jornal Estadão e na Revista Época, acentuadas com a notícia que prestei depoimento convocado como testemunha de processo investigativo, para preservar a minha integridade estou tomando as seguintes providências:

1. Em razão de ser autoridade federal, estando na presidência de Fundação federal e arrolado como testemunha de importante investigação do Ministério Público Federal, estarei protocolando, na data de hoje, requerimento perante o Ministro da Justiça Sérgio Moro comunicando os fatos de forma circunstanciada e pedindo as garantias de vida e as prerrogativas de testemunha juramentada não ser intimidada, dando conhecimento dos fatos, inclusive pedindo para ele comunicar ao Procurador Geral da República.

2. Estarei comunicando tal requerimento ao Ministro, ao Ministério Público Federal-Procuradoria da República de Pernambuco e a Polícia Federal de Pernambuco de tal requerimento para as providências que entenderem cabíveis, às 15h30, para ser instruído com tal requerimento.

Recife, 11 de fevereiro de 2020

Antônio Campos

Resposta do PSB

Por meio de nota, o PSB refutou "as insinuações do advogado Weryd Simões de que as supostas ameaças sofridas por seu cliente teriam alguma relação com membros do partido". Ainda de acordo com a nota, "relacionar a prática de ameaças ao PSB é desconhecer a história do partido". 

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