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Nuvem de gafanhotos: biólogos tiram dúvidas e esclarecem sobre aparição de insetos no Grande Recife

A aparição de gafanhotos deixou moradores assustados nas cidades do Recife e Paulista

Nuvem de gafanhotos: biólogos tiram dúvidas e esclarecem sobre aparição de insetos no Grande Recife

Espécie encontrada no Recife é diferente da que integra a nuvem de gafanhotos no Uruguai, segundo biólogo - Foto: Sem Crédito

Nesta semana, a aproximação de uma nuvem de gafanhotos da região Sul do Brasil gerou preocupação de autoridades, produtores e da população. A aflição foi tanta que a TV Jornal recebeu informações de que moradores do Recife e do Paulista, no Grande Recife, estavam assustados com um possível aumento no número desses insetos nas regiões. 

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No Recife, os insetos apareceram no bairro da Guabiraba, Zona Norte da cidade. Já em Paulista, os animais foram vistos na Rua Vista Alegre, no bairro da Aurora. 

Para tirar a dúvida e a preocupação das pessoas, a TV Jornal entrou em contato com dois biólogos especialistas em animais. "Os gafanhotos que estão aparecendo em Pernambuco não são novidade. Eles já existem há muito tempo, são comuns aqui no Estado e são de uma espécie diferente dos que estão na Argentina", garantiu Ebenézer Lobão, biólogo da UFPE. 

Confira

Gafanhotos podem fazer mal à saúde das pessoas?

O biólogo André Maia explicou que os danos causados por esses animais são apenas econômicos. "Quando eles estão agregados, viajando, é porque estão querendo reproduzir para formar os gafanhotos jovens. Devemos ficar atentos e saber que esses animais não fazem mal à saúde humana. O dano que causam é na economia, pois devoram todo o nosso alimento", explicou Maia. 

Nuvem de gafanhotos

O monitoramento feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) indica que, até o momento, estão mantidas as previsões sobre a rota da nuvem de gafanhotos, que não entrou em território brasileiro. Segundo a pasta, o trabalho do Mapa segue em ritmo de alerta em conjunto com as equipes técnicas das Superintendências Federais de Agricultura e dos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além de unidades federais de vigilância agropecuária localizadas na fronteira com o Rio Grande do Sul.

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O ministério informou também que, de acordo com os dados meteorológicos para a Região Sul do Brasil previstos para os próximos dias, é pouco provável - até o presente momento - que a nuvem avance em território nacional.

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