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Síndrome rara pode atingir crianças e adolescentes que não foram infectadas pela covid-19, afirma pediatra

As vítimas podem apresentar os sintomas da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica dentro de dias ou semanas

Síndrome rara pode atingir crianças e adolescentes que não foram infectadas pela covid-19, afirma pediatra

Casos de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica têm aumentado em Pernambuco - Foto: Freepik/ Banco de Imagens (ilustrativa)

A confirmação da a primeira morte de criança com uma síndrome rara e relacionada à covid-19 gerou grande preocupação em várias famílias. Em entrevista ao Por Dentro com Cardinot, nesta quinta-feira (27), a pediatra Ângela Rocha afirmou que os pais devem ficar alertas, mesmo se a criança ou o adolescente não tiver sido infectado pelo novo coronavírus, e ficar atento aos sintomas. Confira a entrevista abaixo.  

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‘’Tem que ter calma, mas é preciso ficar bem alerta para as coisas que estão acontecendo. Já foi descrito em vários países, mas as pessoas estavam com certa tranquilidade porque, normalmente, a covid-19 em criança é uma infecção mais leve. O óbito é menor, mas as crianças estão se contaminando muito, mesmo que de forma leve, pode ter repercussão depois e desenvolver esse processo inflamatório. As crianças que moram com pessoas em que tiveram covid-19 podem devolver a síndrome dias ou semanas depois, mesmo que a criança não tenha tido nada’’, afirmou. 

Que remédio é esse e por que ele está em falta?

Essa síndrome é um processo inflamatório e vai diminuir, evitando maior comprometimento dos órgãos e do sistema, evitando inclusive sequelas para o lado do coração, aneurisma e que a criança chegou à um ‘choque’ que pode levar ao óbito. Quando o processo vai se acentuando é importantíssimo, ainda em uma fase precoce, iniciar a imunoglobulina para evitar que a síndrome fique mais grave e mais difícil de interferir. 

É uma preocupação que temos e o Estado está preocupado, principalmente, nos serviços públicos. A gente sabe que é caro, mas temos que lutar para que a medicação esteja a disposição. Essa síndrome atinge mais crianças e adolescentes.

O que já se sabe sobre essa síndrome no sentido de sintomas e como tratá-la?

A criança pode ter uma forma assintomática. Não pode deixar a criança ter uma febre de três ou quatro dias, pode dar vômito, dor abdominal e pode confundir com o quadro agudo de abdômen. A criança fica mole, com os olhos vermelhos, pode ficar com as mãos e os pés inchados, manchas no corpo... Tem que ir rapidamente no hospital para a gente fazer os exames específicos. Tem que fazer precocemente, quando a inflamação está se acentuando.

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O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
  • Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

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