CASO MIGUEL

Caso Miguel: Audiência para julgamento ainda não tem data

Nesta quarta-feira (2) marca três meses da morte do pequeno Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos

Caso Miguel: Audiência para julgamento ainda não tem data

Miguel Otávio Santana da Silva morreu aos 5 anos de idade - Foto: Alex Oliveira/JC Imagem

Com informações do JC Online

Após três meses da morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, que morreu após cair do 9º andar do condomínio de luxo Píer Maurício de Nassau, conhecido como Torres Gêmeas, no bairro de São José, na área central do Recife, a Justiça ainda não definiu a data da audiência de instrução e julgamento do caso. Isso porque, a defesa de Sarí Corte Real, que responde por abandono de incapaz com resultado de morte, pediu mais 10 dias para responder às acusações enviado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Novo prazo

Na ocasião, o juiz responsável pelo processo concedeu um novo prazo que começou a contar dessa terça-feira (1º).

Análise

Após a entrega da documentação, o magistrado da 1ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital irá analisar os argumentos e definir a data da audiência, quando serão ouvidas testemunhas de defesa e acusação, além da ré. 

Pedido de Justiça

A campanha "Ouçam Mirtes, mãe de Miguel" será lançada nesta quarta-feira (2), às 18h, durante uma live no Facebook da articulação negra de Pernambuco. Artistas nacionais e locais, como Lia de Itamaracá, militantes, advogados e familiares de Mirtes Renata, mãe do garoto Miguel, se uniram para cobrar justiça e organizaram a ação. Entre as integrantes da campanha estão Erika Januza, Mariana Ximenes e Angélica. Elas participam de um vídeo usando blusas com frases ditas por Mirtes.

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Acompanhe também pela página do Facebook da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco! #Repost @articulacaonegrape #JustiçaPorMiguel . Dia dois. Vamos ecoar. Não descansaremos. . Artistas, militantes, ativistas, advogados e familiares se unem em uma campanha para amplificar a voz de Mirtes Souza, mãe do menino Miguel. . Miguel morreu no dia 2 de junho após cair do nono andar de um prédio em Recife. A ex-patroa da mãe dele, Sarí Corte Real, foi indiciada por abandono de incapaz seguido de morte. Há o temor de que o poder financeiro e a influência política de Sarí influenciem no julgamento do caso. . Justiça precisa ser feira e Sarí precisa ser responsabilizada pelo seu crime. Responsabilizada em todas as instâncias: criminal, civil e trabalhista. . Dia 02 de setembro, às 18h, no facebook da ANEPE (Articulação Negra de Pernambuco). . Ouçam Mirtes, mãe de Miguel. @lutopormiguelofficial @mirtesrenata

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Família pede na Justiça indenização de R$ 987 mil a Sari Corte Real

A família de Miguel Otávio Santana da Silva, que morreu após cair de uma altura de aproximadamente 35 metros do Condomínio Píer Nassau, no dia 02 de junho de 2020, pediu na justiça uma indenização de R$ 987 mil a Sarí Corte Real. A ação é por danos materiais e morais causados pela morte da criança e foi ajuizada na 3ª Vara Cível da Capital. 

Caso Miguel

O menino Miguel Otávio Santana da Silva era filho de Mirtes Renata Santana de Souza, empregada doméstica de Sarí Corte Real, esposa do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB). A tragédia aconteceu quando Sarí mandou Mirtes passear o cachorro da família e se responsabilizou por olhar o garoto. Dias depois da tragédia, Mirtes concedeu entrevista à TV Jornal e comentou que ''faltou paciência'' da ex-patroa para tirar Miguel do elevador. 

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