MINISTéRIO DA SAúDE

Covid-19: Brasil tem 128,5 mil mortes e média de casos cresce 5%

O Brasil continua na 2ª colocação na lista de mortes por covid-19

Covid-19: Brasil tem 128,5 mil mortes e média de casos cresce 5%

A análise da semana epidemiológica compreende o período entre 30 de agosto e 6 de setembro - Foto: PixaBay

Agência Brasil

O número de mortes por covid-19 na última semana epidemiológica (SE 36) caiu 8% em relação à semana anterior. Mas entre as semanas epidemiológicas 35 e 36, o número de casos apresentou um crescimento de 5%.

 

O dado está no Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde apresentado nessa quarta-feira (9) pela equipe do órgão, em entrevista online. Semana epidemiológica é um tipo de medida de tempo utilizada pelas autoridades de saúde.

A SE 36 compreendeu o intervalo entre 30 de agosto e 6 de setembro.

 

>> Covid-19: Reabertura pode retroceder se números voltarem a subir, diz secretário

>> Coronavírus: ''A população é que precisa se conscientizar'', diz secretário de saúde sobre aglomerações

>> Médica acredita em aumento de infectados e mortos por coronavírus após aglomerações: ‘’convite para a transmissão’’

 

Óbitos

Em relação às mortes por covid-19, foram 5.714 na semana epidemiológica 36, contra 6.212 na semana anterior (35). Após uma estabilidade de cerca de dois meses, a tendência de queda da curva iniciou na semana 31 e vem se mantendo.

O decréscimo desta semana marcou a segunda diminuição mais aguda seguida. Na semana passada, a redução havia sido de 13%. “A gente tem pelo menos 2 meses de redução de registros de óbitos por covid-1 no Brasil”, pontuou o diretor do Departamento de Análises em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis, Eduardo Macário.

 

>> Secretário de Saúde demonstra preocupação sobre falta de medicação para tratar crianças com síndrome rara associada ao coronavírus 

>> Fiocruz: pandemia mantém média de mil vítimas do coronavírus por dia no Brasil

>> "Pico da pediatria em relação ao coronavírus ainda está por vir", diz vice-presidente do Cremepe

>> Coronavírus: Declaração de vice-presidente do Cremepe sobre ''pico da pediatria'' preocupa especialistas e pais

 

Casos

Já a curva de casos voltou a subir. Na SE 36 foram 276.847, contra 263.791 na semana anterior. Segundo o Ministério da Saúde, a variação de 5% para baixo representa uma estabilização da evolução da pandemia. Eduardo Macário argumentou que o número se deve à ampliação da testagem e dos diagnósticos de covid-19.

“Embora tenhamos visto uma redução desde a semana 30, nas últimas semanas isso vem se mantendo estável, mostrando que há um aumento de pessoas que têm sido testadas. Com a ampliação da forma de diagnóstico, isso tem refletido mais pessoas confirmadas”, disse Macário. 

 

>> Fiocruz e Anvisa definem produção da vacina contra o coronavírus

>> Novo coronavírus: Reinfecções criam dúvidas sobre imunidade

>> Nova síndrome em crianças associada ao coronavírus é monitorada; entenda a doença   

>> Criminosos aproveitam pandemia do coronavírus para aplicar golpes via WhatsApp; veja como se proteger

 

Regiões

O Boletim Epidemiológico mostra uma ampliação da tendência de interiorização da pandemia no país. Do total de casos confirmados, 65% foram registrados em cidades do interior, enquanto 35% foram notificados em regiões metropolitanas.

Quando consideradas as mortes, pela primeira vez aquelas ocorridas em municípios do interior ultrapassaram (53%) as identificadas nos grandes centros urbanos (47%). Neste Boletim Epidemiológico não foi disponibilizado o balanço de aumento e queda de casos e óbitos por estado, como vinha sendo feito semanalmente.

24 horas

O Brasil chegou a 128.539 mortes em função da covid-19. Em 24 horas, foram registrados 1.075 óbitos. Na terça (8), o painel marcava 127.464 óbitos.  

Os dados estão no Boletim Epidemiológico da Covid-19 do Ministério da Saúde, apresentado em entrevista coletiva por gestores da pasta, nessa quarta-feira (9). De acordo com o boletim, 616.014 pessoas estão em acompanhamento e outras 3.453.336 já se recuperaram do novo coronavírus.

Entre terça e quarta, as secretarias de saúde acrescentaram às estatísticas do painel do Ministério da Saúde, 35.816 novos diagnósticos de infecção pelo novo coronavírus, chegando a 4.197.889. Na terça, o sistema trazia 4.162.173 casos, desde o início da pandemia.

Estados

Os estados com mais mortes são São Paulo (31.821), Rio de Janeiro (16.770), Ceará (8.604), Pernambuco (7.764) e Pará (6.280). As Unidades da Federação com menos vidas perdidas até o momento são Roraima (605), Acre (631), Amapá (675), Tocantins (762) e Mato Grosso do Sul (1.007).

SRAG

Desde o início do ano, já foram registrados 669.606 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Deste total, 351.734 (52,5%) foram diagnosticados com covid-19. Outros 82.592 (12,8%) ainda estão em investigação.

Sobre o perfil, 51,4% tinham 60 anos ou mais, 44% eram mulheres e 56% eram homens. Em relação à raça e cor, 33,4% eram pardos, 33,4% eram brancos, 4,8% eram pretos, 1,1% eram amarelos, 0,4% eram indígenas e 27% não tiveram a característica identificada.

Testes

Até o momento, o Ministério da Saúde distribuiu a secretarias estaduais 6,5 milhões de reações de testes laboratoriais (RT-PCR). Os estados mais contemplados foram São Paulo (1 milhão), Rio de Janeiro (892 mil) e Paraná (826 mil).

Desde o início da pandemia, foram processados 3,3 milhões de exames. Esse número pode incluir kits adquiridos pelos próprios estados. Se acrescido o número de testes processados pela rede privada, 2,3 milhões, o total de exames está em 5,6 milhões.  

Comparação internacional

Depois de semanas mantendo a 2ª colocação em número de casos, o Brasil foi ultrapassado pela Índia e caiu para terceira colocação. O país asiático bateu a marca de 4,37 milhões de casos, mas possui população acima de 1,3 bilhão de pessoas. Já na lista de mortes, o Brasil continua na 2ª colocação.

O país com mais pessoas infectadas e óbitos desde o início da pandemia é os Estados Unidos, com, respectivamente, 6,2 milhões e 188,1 mil. Quando considerada a população, o Brasil fica em 10º nos rankings de incidência (casos por 1 milhão de habitantes) e mortalidade (mortes por covid-19 por 1 milhão de habitantes).

 

>> Rede de Bancos Populares de Alimentos é lançada; veja como ajudar
>> Mulher com doença na mama faz apelo para conseguir atendimento no SUS
>> Mãe enfrenta problema de saúde, perde auxílio do governo e faz apelo para cuidar da filha com deficiência intelectual e epilepsia
>> Campanha incentiva doação de sangue no Brasil
>> Grávida afirma ter sido vítima de golpe e precisa de doações após ficar sem benefício do governo
>> ONG distribui 450 refeições para comunidade em Olinda; veja como doar

O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

 

>> Núcleo de Apoio à Criança com Câncer afirma que doações caíram pela metade por causa do coronavírus
>> Pandemia do coronavírus: Lar do Neném pede doações para se manter
>> Delegacia de Boa Viagem e ONG fazem campanhas para arrecadar doações
>> Hospital de Câncer precisa de ajuda para continuar atendendo pacientes
>> Paróquia do Santíssimo Sacramento de Santo Antônio realiza campanha de arrecadação de máscaras para moradores de rua

 

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

 

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
  • Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  • Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Confira o passo a passo de como lavar as mãos de forma adequada: 

COMENTÁRIOS

Os comentários abaixo são de responsabilidade dos respectivos perfis do facebook.