SAúDE

Infectologista acredita em número maior de casos da síndrome rara associada à covid-19 no Recife

Apesar da possibilidade dos números crescerem, a médica informou que não todas as crianças e adolescente serão infectados

Infectologista acredita em número maior de casos da síndrome rara associada à covid-19 no Recife

Pernambuco registra aumento de casos da síndrome rara associada à covid-19 - Foto: Pixabay

A síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, associada à covid-19, já teve 16 casos registrados em Pernambuco, até o momento, de acordo com a Secretária Estadual de Saúde (SES-PE). Em entrevista ao Por Dentro com Cardinot, a infectologista da Sociedade Brasileira de Pediatria, Analiria Pimentel, comentou sobre a necessidade de proteger crianças e adolescentes.  

‘’Em Pernambuco, a gente está fazendo o levantamento desde março e provavelmente teremos um número maior de casos no Recife’’, afirmou a médica.

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De acordo com a infectologista, ainda não se tem uma conclusão para explicar o que leva a doença se apresentar de forma leve ou grave e assintomáticas na criança ou adolescente. 

‘’A gente sabe que existem vários aparelhos envolvidos com a síndrome e as pessoas que estejam mais acometidas vão desenvolver a forma grave, se tem comorbidade ou problema de origem. Não é porque teve covid-19 que a pessoa vai desenvolver a doença’’, explicou. 

Risco de contaminação

A pediatra Ângela Rocha contou que as vítimas podem apresentar os sintomas da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica dentro de dias ou semanas mesmo que não tenha sido infectada pelo novo coronavírus. Essa questão também foi comentada pelo presidente do Cremepe e ele afirmou que se trata de um ‘’grande problema’’. 

‘’A imunoglobulina está sendo disponibilizada em toda as unidades de referência que precisem podem solicitar a central que será atendido. A criança é assintomática. Esse é o grande problema. Ela pode ter a doença e não apresentar os sintomas (no caso da codi-19). 

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