SAúDE

Anvisa avalia estudos não clínicos de vacina contra o novo coronavírus

De acordo com a Anvisa, a avaliação faz parte de submissão contínua contra o novo coronavírus

Anvisa avalia estudos não clínicos de vacina contra o novo coronavírus

Ainda não é possível afirmar que já se possa chegar a eficácia da vacina, de acordo com a Anvisa - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou a análise do “primeiro pacote de dados” da vacina contra o novo coronavírus em desenvolvimento pela Universidade de Oxford e pela empresa anglo-sueca AstraZeneca. Em nota, a agência reguladora afirma que isso não significa que já se possa chegar a uma conclusão sobre a qualidade, segurança e eficácia da vacina, pois muitos dados ainda precisam ser submetidos à análise.

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A avaliação da Anvisa faz parte do procedimento de “submissão contínua”, adotado especificamente para as vacinas contra covid-19 para “conferir maior agilidade à análise regulatória dos dossiês de registro dessas vacinas”. Segundo a agência, o procedimento de submissão contínua seguirá até que evidências suficientes estejam disponíveis para suportar um pedido formal de registro, desde que possa se comprovar uma relação de benefício-risco positiva e robusta.

No comunicado, a agência se compromete a analisar os dados da pesquisa da vacina à medida em que se tornam disponíveis e atuar da forma mais rápida possível para que a população tenha “acesso a vacinas de qualidade, eficácia e segurança comprovadas para uso no contexto de emergências em saúde pública”.

O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
  • Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  • Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

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