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Auxílio emergencial: calendário ganha dia 'extra' de pagamento para grupo de beneficiários


O calendário de pagamentos e saques do auxílio emergencial termina nesta quarta (27), mas haverá um dia 'extra', para um grupo que não recebeu

Karina Costa Albuquerque Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Publicado em 26/01/2021 às 9:22
Leonardo Sá - Agência Senado
FOTO: Leonardo Sá - Agência Senado
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O auxílio emergencial foi encerrado em dezembro de 2020, e seu calendário, com os últimos pagamentos e saques, termina nesta quarta (27).

No entanto, haverá um dia 'extra' de pagamentos, pois um novo lote de R$ 248,6 milhões em repasses do Auxílio Emergencial do Governo Federal ficará disponível. [Veja abaixo quem vai receber].

A oficialização veio por meio da Portaria nº 597, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (26).

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Parcelas

Esses beneficiários receberão, de uma só vez, todas as parcelas a que têm direito. Os recursos estarão disponíveis já na quinta-feira, dia 28, tanto para transferências e pagamentos, quanto para saques.

  • Entre as 196 mil pessoas, há 8,3 mil que receberão a segunda, a terceira, a quarta e a quinta parcelas do Auxílio Emergencial.
  • Outras 40,9 mil pessoas receberão as três últimas parcelas.
  • Uma terceira faixa, de quase 68,1 mil cidadãos, terá direito à quarta e à quinta parcelas.
  • Por último, 78,3 mil vão receber somente a quinta parcela.

“Ao longo dos meses, o Governo Federal realizou uma série de cruzamentos de diferentes bases de dados para verificar a elegibilidade dos cidadãos ao Auxílio Emergencial. Ao mesmo tempo, criamos canais digitais para permitir que cidadãos que tiveram o benefício suspenso pudessem recorrer, regularizar pendências e ter os repasses reativados”, afirmou o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.

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Quem vai receber

O grupo inclui cerca de 191 mil pessoas que contestaram a suspensão do benefício, no site da Dataprev, entre 7 e 16 de novembro e entre 13 e 31 de dezembro de 2020, além de outras cinco mil pessoas, que tiveram os pagamentos reavaliados em janeiro de 2021.

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O auxílio emergencial

Criado para combater os efeitos econômicos e sociais da pandemia do novo coronavírus, o Auxílio Emergencial do Governo Federal ultrapassou o número de 68 milhões de cidadãos elegíveis, o que representa 32,2% da população e cerca de 40% das residências, em um investimento de cerca de R$ 330 bilhões para pagamento das parcelas.

Tiveram direito aos repasses, obedecendo a uma série de critérios econômicos e sociais, integrantes do Programa Bolsa Família, cidadãos incluídos no Cadastro Único (CadÚnico), além de trabalhadores informais, contribuintes individuais do INSS e microempreendedores individuais que solicitaram o benefício por meio de plataformas digitais ou aplicativo da Caixa Econômica Federal (Caixa).

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Redução da pobreza

Segundo cálculos do economista Vinicius Botelho, pesquisador associado da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice de pobreza no país foi reduzido a uma taxa de 2,4% de pobreza monetária (que leva em consideração a renda recebida pelo indivíduo), em setembro, um índice histórico. "É um número muito baixo”, afirmou, tendo por base os dados da PNAD Contínua e da PNAD Covid-19, em setembro de 2020.

A PNAD Covid-19 acompanhou o impacto do Auxílio Emergencial nos lares brasileiros desde maio, mês posterior ao início do programa, e indicou que o benefício sempre esteve presente em cerca de 40% das residências do país. Em julho, o número chegou ao pico de 44,1% dos domicílios.

O valor médio pago teve o patamar mínimo de R$ 864 no primeiro mês, mas sempre acima de R$ 900 nos demais meses, atingindo em agosto o ponto máximo, de R$ 916. As regiões Norte e Nordeste foram mês a mês as com mais casas recebendo o Auxílio Emergencial, com pelo menos 54,8% dos lares nordestinos em maio e 61% dos domicílios do Norte em agosto.

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Adicionalmente, o estudo “Classes Econômicas e o Caminho do Meio: Crônica da Crise”, publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), revelou que o benefício reduziu a pobreza em 23,7%. De acordo com a pesquisa, 15 milhões de cidadãos saíram da linha da pobreza, ou seja, tiveram renda domiciliar per capita maior que meio salário mínimo (R$ 522,50).

O estudo comparou os dados até agosto de 2020 com todo o ano de 2019. As regiões mais impactadas foram o Nordeste, onde a pobreza diminuiu 30,4%, seguida pelo Norte, com 27,5%. No Centro-Oeste o índice ficou em 21,7%, no Sudeste, em 14,2% e no Sul, em 13,9%.

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