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Sintomas raros de covid-19 confundem pacientes, que não percebem estar infectados


Alguns sintomas de covid-19 se assemelham a outros problemas de saúde, o que faz os infectados não perceberem que estão com o novo coronavírus

Karina Costa Albuquerque Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Publicado em 08/02/2021 às 11:09
Jailton Júnior/TV Jornal
FOTO: Jailton Júnior/TV Jornal
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Perda do olfato, do paladar, dores de cabeça, tosse, coriza e congestão nasal são sintomas que atingem 90% dos pacientes de Covid-19, mas não são os únicos.

Outros, mais raros, podem virar um problema, porque, ao desenvolvê-los, muitas pessoas continuam circulando, sem saber que estão transmitindo a doença.

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Covid-19 pode parecer outro problema

O estudante de direito Caio Capelini é um dos infectados que tiveram uma forma atípica da doença, ou sintomatologia não respiratória. "Eu comecei com a diarreia e aí, no dia seguinte, eu tive uma ânsia de vômito", relata.

Dessa maneira, ele só descobriu que se tratava de Covid-19, quatro dias após começar a passar mal, quando sentiu uma dor de cabeça.

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Sintomas raros

No grupo de sintomas raros de infecção pelo novo coronavírus, existem alguns mais graves, que podem resultar até em infarto e AVC.

Pacientes já relataram também manchas e erupções na pele, conjuntivite e problemas semelhantes aos da dengue e da leptospirose, como dores por todo o corpo, perda de apetite e prostração.

Segundo o médico Alexandra Naime, chefe de infctologia do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), mesmo se um paciente não apresentar reações mais conhecidas, a Covid-19 não deve ser descartada. Em suas palavras, ela "pode acometer o sistema gastrointestinal, o sistema neurológico, o sistema cardiovascular, e assim por diante".

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Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
  • Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
  • Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  • Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

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