JUSTIÇA

Caso Patrícia Roberta: suspeito de matar pernambucana tem prisão preventiva decretada

Decisão foi tomada durante audiência de custódia, na tarde desta quarta-feira (28)

Caso Patrícia Roberta: suspeito de matar pernambucana tem prisão preventiva decretada

Patrícia foi encontrada morta na tarde desta terça-feira (27) - Foto: Foto: Arquivo Pessoal

O tatuador Jonatan Henrique dos Santos, de 23 anos, suspeito de assassinar a jovem pernambucana Patrícia Roberta Gomes da Silva, de 22 anos, em João Pessoa, na Paraíba, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, na tarde desta quarta-feira (28). A decisão foi tomada na audiência de custódia, e homologada por Virgínia de Lima Fernandes, juíza da Vara de Execução de Penas Alternativas de João Pessoa.

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Confira trecho da decisão na íntegra

Neste feito, se preenchem os pressupostos da prisão preventiva, pois, consoante se depreende dos depoimentos das testemunhas, JONATHAN HENRIQUE CONCEIÇÃO DOS SANTOS foi preso em flagrante delito após supostamente matar a vítima que estava hospedada em sua residência desde o final de semana anterior a esta audiência, vez que os policiais não cessaram as diligências desde que tiveram conhecimento do desaparecimento da vítima Patrícia Roberta Gomes da Silva desaguando no grave crime em apreço diante dos indícios de autoria e materialidade, como vem a corroborar os vídeos de conhecimento público que circulam na internet e que também estão insertos nos autos. O crime causou um grande clamor social.

(...)

Dessa forma, em consonância com o parecer ministerial, com fulcro nos artigos 310, 311, 312 e 313, todos do CPP, HOMOLOGO A PRISÃO EM FLAGRANTE DE JONATHAN HENRIQUE CONCEIÇÃO DOS SANTOS, ao passo que A CONVERTO EM PRISÃO PREVENTIVA, o que faço com suporte no art. 310, II, do Código de Processo Penal.

O suspeito

O suspeito de matar Patrícia Roberta foi preso em flagrante na noite dessa terça-feira (27). A informação foi confirmada pelo comandante da Polícia Militar da Paraíba, coronel Euller Chaves.Ele foi encontrado por profissionais da Força Tática do 5ª Batalhão da Polícia Militar. Antes, a Polícia chegou a um amigo do suspeito, que teria "informações importantes" a respeito da morte da pernambucana. Ele foi conduzido para a Central de Polícia de Homicídios de João Pessoa. O capitão Rosemberg disse que o amigo negou contato com o tatuador, nos últimos dias.

De acordo com a imprensa paraibana, a motocicleta que transportou o corpo para a área de mata foi apreendida.

Apartamento

De acordo com informações repassadas pela perita Amanda Melo, no apartamento do suspeito foram encontrados dois livros de rituais, um caderno com vários nomes de mulheres, incluindo o de Patrícia, além de tênis e fronha sujos de sangue.

Ainda segundo a perita, também foram encontrados vários pertences da vítima, em um tambor de lixo, em frente ao condomínio, dentre eles um travesseiro de pescoço utilizado em viagens.

O desaparecimento de Patrícia Roberta

A jovem de 22 anos identificada como Patrícia Roberta Gomes da Silva foi encontrada morta nessa terça-feira (27). Segundo a família, Patrícia saiu de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, na sexta-feira (23), por volta das 17h, para encontrar um suposto amigo em João Pessoa, capital da Paraíba. O último contato da jovem com os pais foi às 12h do domingo.

Patrícia havia informado aos familiares que retornaria na segunda-feira (26), mas os pais acharam estranho a falta de contato da jovem, desde o domingo (25), já que eles se falavam sempre, desde que a jovem saiu de casa, na sexta-feira (23).

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Estudam juntos há mais de 10 anos

Segundo a mãe da garota, ela e o amigo que havia ido visitar estudam juntos há mais de dez anos, em um colégio de Caruaru. Desde que o garoto se mudou para João Pessoa, eles mantinham contato apenas pelas redes sociais.

Em entrevista ao NE10 Interior, a prima de Patrícia, Karen Melo, disse que, na última semana, a jovem havia falado com ela pedindo ajuda para comprar uma passagem de ônibus, e informou à família que ia viajar para João Pessoa.

Na última mensagem trocada com a mãe, Patrícia Roberta diz que o amigo comprou as passagens para voltar com ela a Caruaru.

Buscas

Os pais da pernambucana foram até João Pessoa para tentar encontrar a filha, seguindo fotos passadas por Patrícia da casa do garoto, onde supostamente estava hospedada.

Após prestar queixa do desaparecimento da filha, o pai da jovem, Paulo Roberto, foi procurá-la por conta própria.

“Eu saí junto com dois colegas que estavam apoiando a gente aqui [João Pessoa]. Chegando no endereço, a luz do apartamento estava acesa e pela foto que ela mandou eu identifiquei que era o apartamento que ela estava”, afirmou.

Paulo permaneceu no local até por volta das 23h30, mas ninguém no imóvel atendia ao chamado. Segundo ele, um vizinho confirmou que o jovem apresentado por Paulo em uma foto das redes sociais morava no local, e que havia uma menina com ele.

Suspeito é visto por vizinho

Na manhã desta terça, as equipes de investigações tiveram acesso a imagens que mostram uma moto passando rapidamente em uma rua. No vídeo, é possível notar que há algo semelhante a um saco plástico. Um vizinho do suspeito relatou à polícia que chegou a ver o momento em que o homem saiu com um corpo, dentro de um tambor, em um carro de mão. No entanto, esse carro de mão teria quebrado e ele colocou o corpo da jovem em uma motocicleta.

O corpo da jovem foi encontrado em avançado estado de decomposição, próximo ao condomínio onde o suposto amigo e principal suspeito mora, amarrado com fita adesiva e enrolado em um saco plástico. 

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Sofrimento da família

Os familiares de Patrícia Roberta, jovem pernambucana que foi encontrada morta na Paraíba nesta terça-feira (27), estavam chocados e abalados com a notícia. Ao saber do fato, a avó dela entrou em desespero, pois a neta era muito ligada à família. Em entrevista à TV Jornal Interior, a tia de Patrícia, Verônica Cursino, disse que a jovem, ainda em João Pessoa, ligou para a avó , que faz aniversário na próxima sexta-feira (30), e chegou a combinar que no próximo domingo estaria com a família para comemorar a data. 

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Verônica também afirmou que, quando soube da viagem da sobrinha, questionou o motivo da ida dela para a capital paraibana. 
"Fiquei um pouco preocupada e perguntei porque ela iria. Quando foi na segunda-feira, pela manhã, a minha irmã ligou desesperada dizendo que não tinha mais contato, nem notícias dela", declarou.

Confira na reportagem

Suspeito já dormiu na casa da avó de Patrícia

O suspeito de cometer o crime contra Patrícia estudou junto com ela em uma escola na cidade de Caruaru. Os familiares da jovem relataram que esse colega já chegou a dormir na casa da avó de Patrícia e que jamais desconfiaram que algo desse tipo poderia acontecer.

Apelo da tia

Vilma Cursino, também tia da vítima, comentou que, desde o desaparecimento da jovem, surgiram várias histórias fantasiosas na internet sobre o caso. Ela faz um apelo para que as pessoas tenham empatia com o momento e parem com esse comportamento. "Queria dizer que o pessoal deixasse de julgar. Tem tanta coisa na internet, muita gente julgando. Se coloquem no lugar do outro, parem de criticar e julgar, gente", apelou Vilma.

Entenda o caso

A jovem Patrícia Roberta, de 22 anos, que foi encontrada morta nesta terça-feira (27), tinha viajado de sua cidade natal, Caruaru, no Agreste de Pernambuco, para encontrar um suposto amigo na cidade de João Pessoa, na Paraíba.   

Ao SBT, a mãe de Patrícia relatou que os dois se conheciam há mais de 10 anos, porque haviam estudado juntos no colégio, em Caruaru. O rapaz, que é o principal suspeito pelo desparecimento, teria insistido para que a jovem fosse a João Pessoa encontrá-lo.

Patrícia conversava com a mãe por mensagens e chegou a relatar que estava triste durante uma chamada de vídeo. A mãe mantinha contato com a filha durante o dia e em uma das conversas a jovem disse "eu só quero ir pra casa", porque estaria trancada dentro do apartamento onde estava hospedada.

Momentos antes de deixar de falar com a mãe por mensagem no dia em que desapareceu, Patrícia disse que o amigo voltaria com ela para Caruaru. "Eu falei com ele por mensagem e ele me disse assim: eu já coloquei ela no ônibus. Depois ele disse que na verdade chamou um Uber para levar ela, depois disse que foi um colega que chamou, então ele está em contradição", contou a mãe.

Veja os prints da conversa

Dor e comoção

Um vídeo gravado pela TV Tambaú, afiliada do SBT em João Pessoa, na Paraíba, mostra o exato momento em que uma prima da pernambucana Patrícia Roberta, que foi encontrada morta nesta terça-feira (27), reconhece o corpo da parente. A familiar não quis ser reconhecida, nem gravar entrevista. O momento é de muita dor e comoção. A perita Amanda Melo, após realizar a perícia no corpo da jovem, mostra uma foto que tirou das tatuagens dela a prima, que reconhece Patrícia na hora, e desaba no choro. 

Veja o vídeo

Perícia

"A prima dela, que estava aqui no local, viu umas fotos de tatuagens que eu fiz e reconheceu como sendo as tatuagens dela. Fora isso, eu também vi fotos e as tatuagens batiam. Então, pelas tatuagens, a gente pode falar que é a Patrícia sim.", confirmou a perita. 

Ainda segundo a especialista, o corpo estava em "avançadíssimo estado de putrefação", o que prejudica muito a visualização de lesões externas. "Acaba dificultando essa visualização. Lesões por projéteis de arma de fogo, lesões por arma branca, não tem. Afundamento de crânio também não observei. Estou trabalhando primeiramente com a hipótese de uma asfixia mecânica, por sufocação direta ou estrangulamento", disse Amanda Melo. 

Veja a entrevista completa

Corpo encontrado

A Polícia Militar da Paraíba confirmou que o corpo encontrado na tarde desta terça-feira (27) em uma área de mata, na cidade de João Pessoa, é da jovem pernambucana Patrícia Roberta, que estava desaparecida desde o último domingo (25). O local aonde o cadáver foi encontrado é na mesma região das buscas feitas na manhã de hoje (27), atrás do prédio onde Patrícia estaria hospedada.

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O corpo de Patrícia estava enrolado em um saco com fita adesiva. Segundo a perícia da Paraíba, não há dúvidas de que a garota foi vítima de um homicídio. 

Relato da família

Em entrevista ao NE10 Interior, a prima de Patrícia, Karen Melo, disse que na última semana a jovem havia falado com ela pedindo ajuda para comprar uma passagem de ônibus e informou à família que iria viajar para João Pessoa para encontrar um amigo, que teria estudado com ela no colégio em Caruaru, quando era mais nova.

Karen contou que o suspeito insistia há um bom tempo para que Patrícia fosse conhecer a cidade e se encontrar com ele. "Eu ajudei [a comprar a passagem] mas a gente ainda deu o conselho para ela não vir [para João Pessoa] porque a gente não conhecia ele. Mas ela, por já ter estudado com ele, conhecia e tinha um nível de confiança nele que levou ela a vir", contou.

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A jovem pernambucana saiu em direção a João Pessoa por volta das 17h da última sexta-feira (23). Ao chegar na cidade, a jovem avisou à família que havia chegado e mandou fotos. No sábado (24), ela enviou uma foto em que aparecia o prédio onde supostamente ela estava hospedada. No domingo (25), Patrícia parou de responder às mensagens dos familiares.

"No domingo, minha tia, mãe dela, ligou pra mim dizendo 'me ajude, porque Patrícia sumiu, desde meio-dia eu tento falar com ela e ela não responde'. Eu fiquei sem saber o que fazer porque a gente estava em Caruaru e não tinha nenhum endereço de onde ela estaria pra começar alguma busca", relata Karen.

Com ajuda de familiares e conhecidos, a família descobriu que Patrícia estaria em um prédio no bairro de Gramame. Ainda sem contato com a jovem na segunda-feira (26), os familiares decidiram ir até João Pessoa para encontrá-la. Foi registrado um boletim de ocorrência, mas a polícia orientou que apenas nesta terça-feira (27) poderia iniciar qualquer procedimento.

De acordo com a prima de Patrícia, a família agora aguarda o posicionamento da Polícia Civil, que irá realizar as buscas pela jovem na capital paraibana. Na manhã desta terça-feira (27) os familiares estiveram na delegacia à espera de alguma resposta. Até o momento, a corporação não se pronunciou sobre o assunto.

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