Caso Patrícia Roberta

Policiais que prenderam suspeito de matar jovem pernambucana são condecorados na Paraíba


Jonatan Henrique dos Santos, de 23 anos, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva

Suzyanne Freitas
Suzyanne Freitas
Publicado em 30/04/2021 às 14:00
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Os policiais militares que prenderam o tatuador Jonathan Henrique Conceição dos Santos, 23 anos, suspeito de matar a jovem pernambucana, Patrícia Roberta, de 22 anos, foram condecorados pelo Comandante-Geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Euller Chaves, na manhã desta sexta-feira (30).

Ao todo, seis policiais foram homenageados. Receberam o mérito o capitão José Rusemberg Tavares da Silva, o cabo Pedro Claudino Guimaraes, o cabo Jailson Araujo Ramos, o cabo Frederick Leonardo dos Santos, o soldado Thalysson Hiago de Figuerêdo Santana e o soldado Raphael Amaral Ramos. O assassinato de Patrícia Roberta teve bastante repercussão em Pernambuco e na Paraíba

Assassinato de Patrícia Roberta teve bastante repercussão em Pernambuco e na Paraíba
Assassinato de Patrícia Roberta teve bastante repercussão em Pernambuco e na Paraíba
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Mérito operacional

Eles receberam láureas do "Mérito Operacional", uma condecoração destinada ao reconhecimento de boas ações realizadas à sociedade.

Confira a nota completa da PMPB:

Os policiais militares que participaram da prisão do suspeito de matar a pernambucana Patrícia Roberta foram condecorados pelo comandante-geral da PM da paraíba, Coronel Euller Chaves, na manhã desta sexta-feira (30). Eles foram recebidos na sede do comando-geral, que fica na capital do estado, onde, numa solenidade restrita, receberam láureas do “merito operacional”, que é uma condecoração destinada como forma de reconhecimento pelas boas ações desempenhadas à sociedade. Apesar de lamentarem o desfecho do caso, já que a vítima foi encontrada morta, os policiais destacaram o sentimento de justiça que a prisão do suspeito trouxe.

Suspeito não recorda do que aconteceu

A juíza ainda destaca que o suspeito disse que, no final de semana, usou LSD, maconha e bebida alcoólica. Por esse motivo, ele alegou não recordar bem o que aconteceu no apartamento. O suspeito irá passar 14 dias na carceragem da Central de Polícia, cumprindo um período de quarentena, para depois ser encaminhado ao Presídio do Roger, em João Pessoa, onde deve permanecer, durante essa prisão preventiva.

Prisão preventiva

O tatuador Jonatan Henrique dos Santos, de 23 anos, suspeito de assassinar a jovem pernambucana Patrícia Roberta Gomes da Silva, de 22 anos, em João Pessoa, na Paraíba, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, na tarde dessa quarta-feira (28). A decisão foi tomada na audiência de custódia, e homologada por Virgínia de Lima Fernandes, juíza da Vara de Execução de Penas Alternativas de João Pessoa.

O desaparecimento de Patrícia Roberta

A jovem de 22 anos identificada como Patrícia Roberta Gomes da Silva foi encontrada morta nessa terça-feira (27). Segundo a família, Patrícia saiu de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, na sexta-feira (23), por volta das 17h, para encontrar um suposto amigo em João Pessoa, capital da Paraíba. O último contato da jovem com os pais foi às 12h do domingo.

Patrícia havia informado aos familiares que retornaria na segunda-feira (26), mas os pais acharam estranho a falta de contato da jovem, desde o domingo (25), já que eles se falavam sempre, desde que a jovem saiu de casa, na sexta-feira (23).

Estudam juntos há mais de 10 anos

Segundo a mãe da garota, ela e o amigo que havia ido visitar estudam juntos há mais de dez anos, em um colégio de Caruaru. Desde que o garoto se mudou para João Pessoa, eles mantinham contato apenas pelas redes sociais. Em entrevista ao NE10 Interior, a prima de Patrícia, Karen Melo, disse que, na última semana, a jovem havia falado com ela pedindo ajuda para comprar uma passagem de ônibus, e informou à família que ia viajar para João Pessoa. Na última mensagem trocada com a mãe, Patrícia Roberta diz que o amigo comprou as passagens para voltar com ela a Caruaru.

Sofrimento da família

Os familiares de Patrícia Roberta, jovem pernambucana que foi encontrada morta na Paraíba nesta terça-feira (27), estavam chocados e abalados com a notícia. Ao saber do fato, a avó dela entrou em desespero, pois a neta era muito ligada à família. Em entrevista à TV Jornal Interior, a tia de Patrícia, Verônica Cursino, disse que a jovem, ainda em João Pessoa, ligou para a avó , que faz aniversário na próxima sexta-feira (30), e chegou a combinar que no próximo domingo estaria com a família para comemorar a data.

Verônica também afirmou que, quando soube da viagem da sobrinha, questionou o motivo da ida dela para a capital paraibana. "Fiquei um pouco preocupada e perguntei porque ela iria. Quando foi na segunda-feira, pela manhã, a minha irmã ligou desesperada dizendo que não tinha mais contato, nem notícias dela", declarou.

Entenda o caso

A jovem Patrícia Roberta, de 22 anos, que foi encontrada morta nesta terça-feira (27), tinha viajado de sua cidade natal, Caruaru, no Agreste de Pernambuco, para encontrar um suposto amigo na cidade de João Pessoa, na Paraíba. Ao SBT, a mãe de Patrícia relatou que os dois se conheciam há mais de 10 anos, porque haviam estudado juntos no colégio, em Caruaru. O rapaz, que é o principal suspeito pelo desparecimento, teria insistido para que a jovem fosse a João Pessoa encontrá-lo.

Patrícia conversava com a mãe por mensagens e chegou a relatar que estava triste durante uma chamada de vídeo. A mãe mantinha contato com a filha durante o dia e em uma das conversas a jovem disse "eu só quero ir pra casa", porque estaria trancada dentro do apartamento onde estava hospedada.

Momentos antes de deixar de falar com a mãe por mensagem no dia em que desapareceu, Patrícia disse que o amigo voltaria com ela para Caruaru. "Eu falei com ele por mensagem e ele me disse assim: eu já coloquei ela no ônibus. Depois ele disse que na verdade chamou um Uber para levar ela, depois disse que foi um colega que chamou, então ele está em contradição", contou a mãe.

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