COVID-19

Isolamento pela pandemia contribui para o aumento da enxaqueca crônica

Cenário de pandemia tem contribuído para aumentar as crises de enxaqueca entre a população


Isolamento pela pandemia contribui para o aumento da enxaqueca crônica

A dor de cabeça afeta metade da população mundial - Foto: Foto: Reprodução/ Internet

Elthon Amado

Dói a cabeça, causa náusea e até distúrbios oculares. A enxaqueca crônica é uma das doenças  mais incapacitantes do mundo, e segundo especialistas de saúde este aumento cresce a partir do isolamento social e do medo de contaminação pelo coronavírus. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dor de cabeça é o sintoma mais conhecido da enxaqueca, que afeta homens e mulheres em todo o mundo. Dificilmente encontramos uma pessoa que nunca teve uma dor incômoda na cabeça. Esse mal estar pode ser causado por estresse, tristeza ou ansiedade. Estudos revelam que 20% das mulheres e 10% da população masculina, sofrem com essas dores. Um incômodo que pode durar muitos dias.

A enxaqueca é considerada crônica quando as dores por atingem o paciente por mais de 15 dias no mês. Geralmente pode ser pior de um dos lados da cabeça, sempre acompanhada de náuseas, sensibilidade à luz ou até vômitos. Além disso, o estresse está entre os fatores que podem desencadear as crises de enxaqueca. Outras causas são a insônia, o jejum prolongado, a pouca ingestão de água, o sedentarismo e o consumo em excesso de cafeína, bebidas alcoólicas e alimentos gordurosos e muito condimentados.

Estudos

O professor Pedro Augusto Sampaio Rocha Filho, professor de Neurologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), explica que as crises de enxaqueca também estão relacionados aos hábitos de vida. Ele orienta que manter uma rotina de alimentação e atividades físicas equilibradas favorece a qualidade de vida de quem sofre com a doença.''

Nesse cenário de pandemia, o medo e as incertezas provocados pelo coronavírus, o isolamento social e suas consequências têm contribuído para aumentar as crises de enxaqueca entre a população, como explica o professor. Os estudos revelam que pacientes que tinham episódios pontuais, agora são acometidos com mais regularidade pela doença. Para o neurologista , a pandemia de certo modo estimula a ansiedade, as oscilações de humor, a irritabilidade, a desesperança e a angústia, colaborando para o desenvolvimento da doença.

Outro alerta importante é que durante a pandemia houve um aumento na automedicação. “Por temor da contaminação, muitas pessoas passaram a tomar anti-inflamatórios ou analgésicos por conta própria e podem ser vítimas do que chamamos de “dor de cabeça de rebote”. Ela ocorre em função do abuso de medicamentos e do aumento progressivo das doses necessárias para alívio das crises”, explica o neurologista.

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