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Marrom Brasileiro, cantores e músicos prestigiam exposição “São João, Cordel e Cangaço”, no RioMar


A exposição fica localizada no Piso L3 do RioMar, entre os dias 01 e 22 de junho, com entrada gratuita

Suzyanne Freitas
Suzyanne Freitas
Publicado em 14/06/2021 às 14:00
Divulgação/RioMar
FOTO: Divulgação/RioMar
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O São João é considerado a maior expressão da festa popular nordestina. Ele reúne ícones da música regional como Luiz Gonzaga e Dominguinhos, do cordel, com dois patrimônios vivos de peso, J. Borges, de Bezerros, e José Costa Leite, de Condado e no cangaço, o casal que fez história, Lampião e Maria Bonita. Neste ano, mais uma vez, a festa foi cancelada devido a pandemia do novo coronavírus. Mas, para matar a saudade, uma exposição foi feita para contemplar a grandiosidade do São João.

Marrom Brasileiro e vários cantores e músicos foram ver e prestigiar a exposição "São João, Cordel e Cangaço", no RioMar, localizada no Piso L3. "A primeira coisa que senti na exposição foi a nostagia de uma das minhas composições, quando cito o gibão de Luiz Gonzaga e Dominguinhos, ela começa assim "O gibão de Gonzaga é quem reveste minha alma nordestina, eu sou um brasileiro dito caba da peste, minha vida, minha terra, minha sina. Não convivi com o eterno Luiz Gonzaga, mas com Dominguinhos, também representado na Mostra, foi diferente. Há muito tempo eu criava todas as peças musicais da Tupan Construções e o garoto propaganda na época era Dominguinhos. Ele é para mim o protótipo de tudo o que verdadeiramente um artista tem que ter além do seu dom natural. Dominguinhos era a calma, a paciência, a bondade, e acima de qualquer coisa, ele era a humildade. Ele olhava um artista como um todo e não só pela sua capacidade artística", disse Marrom.

Identidade

"É por isso que toda e qualquer exposição que é feita para exaltar nossa cultura, e o que a gente tem de mais intenso é imprescindível. Enquanto cidadão nós temos que andar com nosso documento de identidade, certo? Então, isso aqui é nossa identidade, temos que levar por onde vamos, essa é a nossa essência, nossa verdade e tem mesmo de ser exposta lindamente como está na Mostra São João, Cordel e Cangaço", destaca Marrom.

Com Produção da Cactus Promoções e a curadoria assinada por Afonso Oliveira, Ângelo Filizola e Anildomá Willams, a mostra leva ao público numa viagem ao imaginário da cultura popular. Com objetos raros, casas e igreja cenográficas, móveis, fotografias, xilogravuras e documentos, a exposição reúne pela primeira vez três tradições de grande valor cultural. O São João - a maior festa popular nordestina; o Cordel - a expressão fantástica da poesia popular; e o Cangaço – com suas histórias de luta, mistérios, arte e política. A história dessas tradições também será contada através dos seus ícones e lendários mestres.

Segundo Ângelo Filizola, um dos curadores da mostra, “Nesta exposição temos uma linha do tempo com a trajetória de Maria Bonita e Lampião, inclusive com os óculos do rei do cangaço, o Gibão e o chapéu de Luiz Gonzaga que ele usou na foto do elepê “Danado de Bom”, O gibão de Dominguinhos usado na gravação ao vivo do seu primeiro elepê em Fazenda Nova, e uma cortina de literatura de cordel, dos famosos cordelistas e xilogravuristas J. Borges e José Costa leite”.

Acervo

Parte do Acervo da Fundação de Cultura de Serra Talhada veio especialmente para a mostra, incluindo o óculos de Lampião e a escrivaninha do fotógrafo Sírio-Libanês Benjamin Abrahão, que documentou o cangaço; dos mestres Luiz Gonzaga e Dominguinhos, o gibão e o chapéu, dos acervos do biógrafo de Luiz Gonzaga, Paulo Vanderley e da família do sanfoneiro Waldonys; dos mestres Costa Leite e J. Borges, matrizes de literatura de cordel, matrizes de xilogravuras e ferramentas de seus próprios acervos; do acervo do Galo da Madrugada estão vindo as casas e igreja cenográficas que fazem parte do tradicional São João que o clube realiza no bairro de São José.

Curadoria

Afonso Oliveira é produtor cultural, curador, compositor, poeta e artista plástico. Com mais de 30 anos de estrada tem uma trajetória na cultura popular pernambucana. Anildomá Williams, secretário de cultura de Serra Talhada, presidente do Museus de Lampião, ator, diretor teatral, escritor e um dos mais importantes colecionadores da história do cangaço. Ângelo Filizola, produtor cultural com 35 anos de experiência, Filizola tem sua trajetória marcada pela produção da música pernambucana e de importantes eventos, com os maiores nomes popular brasileira.

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