IMUNIZAçãO

Pode consumir bebida alcoólica após tomar a terceira dose da vacina da Pfizer contra a covid-19?

O Brasil deu início a uma terceira dose da vacina contra a covid-19, para reforço na imunização. Uma dúvida é se o consumo de bebidas alcoólicas afeta a dose extra

Pode consumir bebida alcoólica após tomar a terceira dose da vacina da Pfizer contra a covid-19?

Muitas pessoas se perguntam se o consumo de bebidas alcoólicas interfere na ação das vacinas da covid-19 - Foto: Foto: Hélia Scheppa/SEI

Há uma semana, no dia 9 de setembro, teve início a vacinação com a terceira dose da vacina contra a covid-19, na cidade do Recife. O anúncio foi feito pelo prefeito João Campos (PSB), que explicou que a imunização com a dose de reforço começaria por idosos que vivem em instituições de longa permanência. No total, devem ser atendidos quase 800 idosos nesta fase.

Em todo o país, a princípio, apenas idosos acima de 70 anos e imunossuprimidos poderão receber a terceira dose, por enquanto. O intervalo entre a segunda dose e a terceira precisa ser de, no mínimo, seis meses para os idosos, e de 21 dias para os imunossuprimidos.

A combinação das vacinas é recomendada pelo Ministério, após estudos aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comprovarem que a resposta imunológica contra a covid-19 não é comprometida pela intercambialidade dos imunizantes.

Conforme orientação do Ministério da Saúde, a dose de reforço será feita, preferencialmente, com o imunizante da Pfizer, independentemente da vacina aplicada na primeira e segunda dose.

Vacina da Pfizer e álcool

Com a chegada de mais uma dose, de mais uma etapa na vacinação, voltam as dúvidas sobre as reações e sobre como ter uma imunização mais efetiva, sem afetar a eficácia dos imunizantes. Uma das principais dúvidas dos brasileiros, especialmente com a chegada do fim de semana, é se o consumo de bebidas alcoólicas influencia o efeito das vacinas.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), envolvida nas decisões do Programa Nacional de Imunização (PNI), informou que nenhuma vacina, incluindo todas para prevenir a covid-19, contraindica o consumo de bebidas alcoólicas ou exige precauções.

Não há qualquer interferência na resposta imunológica ou aumento do risco de eventos adversos. 

Efeitos do álcool

É importante ressaltar, no entanto, que o uso crônico e abusivo de álcool pode enfraquecer o sistema imunológico, aumentar o risco de infecções por vírus e bactérias, além de trazer diversos outros prejuízos à saúde e à vida.

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Campanhas de vacinação

Além da vacinação contra a covid-19, está acontecendo a Campanha Nacional de Vacinação contra o vírus Influenza (gripe). Promovida pelo Ministério da Saúde em todo o território nacional, a estimativa é vacinar 79,7 milhões de pessoas.  

Pessoas que tomaram a primeira ou a segunda dose da vacina contra a covid-19 devem esperar, pelo menos, 14 dias para tomar o imunizante contra a gripe.

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Pronunciamento do Governo

A SBIm, junto com o Ministério da Saúde, informou em abril que, até o momento, não existe recomendação voltada ao consumo de álcool e a imunização contra a covid-19, invalidando os comentários em redes sociais, onde várias pessoas afirmam ter reações alérgica, após tomar a vacina contra a covid-19, ou dizem que é necessário esperar 30 dias 

Por meio de nota, o Ministério da Saúde afirmou que “não há nenhuma evidência sobre a relação do álcool com o comprometimento da formação de anticorpos da vacina contra a covid-19”. Em entrevista para O Globo, Mônica Levi, diretora da SBIm, disse que essa desinformação pode desestimular a população a tomar a vacina contra a covid-19.

Já a biomédica Erica Siu, vice-presidente do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), alertou sobre o alto consumo de álcool. "A preocupação que a gente tem não é só com a vacina, é por toda a questão do consumo pesado de álcool em tempos de pandemia. É importante que as pessoas tenham um controle do consumo", disse.

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