ILHAS CANÁRIAS

Gás tóxico emitido por vulcão Cumbre Vieja, na Espanha, pode atingir outros países; saiba quais

O gás tóxico pode irritar vias aéreas em contato com o corpo humano e causar dificuldades de respiração

Gás tóxico emitido por vulcão Cumbre Vieja, na Espanha, pode atingir outros países; saiba quais

O gás tóxico pode irritar vias aéreas em contato com o corpo humano e causar dificuldades de respiração - Foto: Reprodução/TV Canaria

Com informações do UOL

A erupção do vulcão Cumbre Vieja, na Ilha de La Palma, na Espanha, deve afetar até mesmo países no continente africano após emitir uma grande quantidade de dióxido de enxofre, um gás denso, incolor, mas altamente tóxico. Segundo informações do UOL, a previsão é de que o composto químico alcance parte da Península Ibérica, composta por Portugal e pela própria Espanha, assim como quase toda a extensão de Marrocos e Tunísia, podendo chegar até as costas de França, Itália, Argélia e Líbia. 

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (22) pelo sistema de satélites Copérnico, mantido pela União Europeia (UE). O gás tóxico pode irritar vias aéreas em contato com o corpo humano e causar dificuldades de respiração principalmente em pessoas que já têm condições preexistentes, como asma e bronquite. Em alguns casos, ele também causa irritação na pele, principalmente nas mucosas, tosse e náuseas.

>>Lava do vulcão Cumbre Vieja 'avança implacavelmente para o mar': o que vai acontecer quando chegar lá?

Em foto postada na conta oficial do sistema de monitoramento, é possível observar previsão de presença de dióxido de enxofre na atmosfera para esta sexta-feira (24), quando serão registrados os níveis mais elevados na costa atlântica marroquina, costa mediterrânea espanhola, sul da Sardenha, norte da Sicília e costa tunisiana. A imagem também indica a presença da substância, de maneira menos notável, em metade da Espanha, no sul da França, na costa oeste italiana, na ilha francesa da Córsega e toda a costa mediterrânea da África, assim como no interior de Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia.

A AEMET (Agência Estatal de Meteorologia) detectou ontem no centro de pesquisas atmosféricas de Izaña, em Tenerife, a chegada de dióxido de enxofre com picos de até 20 partes por bilhão, até 400 vezes acima do "valor normal" naquela área, a uma altitude de 2.371 metros. De qualquer forma, um porta-voz da agência afirmou que esta concentração "não representa risco para a saúde" porque é "uma medida específica" e porque está "dentro dos limites de uma boa qualidade do ar".

Balanço

A erupção já causou a retirada de 6.100 pessoas, incluindo 400 turistas "que foram afastados das zonas de risco" e instalados em Tenerife, a maior das ilhas do arquipélago, de acordo com declaração do governo regional das Ilhas Canárias, feita ontem ao fim do dia. Apesar dessa situação na ilha de 85 mil habitantes, não houve mortos ou feridos, mas os danos são enormes, acima de 400 milhões de euros, segundo o presidente da comunidade autônoma das Canárias, Angel Victor Torres. Até agora, a lava destruiu 185 prédios, 63 dos quais podem ser casas, informou o governo regional.

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