O governo Bolsonaro tem analisado uma nova proposta para o Auxílio Brasil, faltando apenas 13 dias para o fim do Auxílio Emergencial.
Essa proposta incluiria o programa que vai substituir o Bolsa Família e mais duas parcelas complementares, uma dentro e outra fora do teto de gastos, que é a regra que limita o avanço das despesas à variação da inflação.
De acordo com o Estadão/Broadcast, a nova proposta do benefício permitiria o pagamento de, em média, R$ 400 por mês no ano que vem, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) buscará a reeleição.
Pagamento de parcelas extras no novo Bolsa família
Além da parcela fixa no valor médio que cabe dentro do orçamento atual do programa (R$ 35 bilhões), o que daria R$ 194,45, haveria duas adicionais de aproximadamente R$ 100 cada, pagas ao mesmo público que receberá o Auxílio Brasil.
Uma dessas parcelas adicionais temporárias seria paga dentro do teto de gastos, com o espaço aberto por meio da aprovação da PEC dos Precatórios. A parcela do teto faria o Auxílio Brasil chegar a R$ 300, começando em novembro.
A outra parcela, que faria o Auxílio total chegar a R$ 400, começaria a ser paga em dezembro, para dar tempo de incluir a autorização para a despesa ficar fora do teto na PEC dos Precatórios .
Resistência da Economia e outras opções de aumento para o Auxílio Brasil
A extensão do Auxílio Emergencial é uma das outras opções pensadas pelo governo para solucionar o aumento do valor mensal do Auxílio Brasil.
Atualmente, o Auxílio Emergencial paga entre R$ 150 e R$ 375 a 39 milhões de brasileiros e foi ciado para amortecer os impactos econômicos da covid-19 sobre os mais vulneráveis.
A equipe do Ministério da Economia está tentando resistir a qualquer tipo de pagamento que precise ultrapassar o teto de gastos, mas a ala política do governo tem atuado para enfraquecer a posição de Paulo Guedes, chefe da pasta.
Nessa segunda-feira(18), em meio a um ambiente de indefinição, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), relativizou a importância do cumprimento das regras fiscais ao defender urgência na definição do novo programa social do governo. Ele disse que não se pode "pensar só em teto de gastos e responsabilidade fiscal", em detrimento da população.