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Auxílio Brasil: Benefício pode realizar pagamento extra de duas parcelas para aumentar valor mensal; veja detalhes

O programa que deve substituir Auxílio Emergencial e o Bolsa Família já tem previsão de como seria feita essa divisão de parcelas, e qual seria o valor mensal mais alto

Karina Albuquerque
Karina Albuquerque
Publicado em 19/10/2021 às 7:38 | Atualizado em 07/04/2022 às 14:49
Agência Brasil
FOTO: Agência Brasil

O governo Bolsonaro tem analisado uma nova proposta para o Auxílio Brasil, faltando apenas 13 dias para o fim do Auxílio Emergencial.

Essa proposta incluiria o programa que vai substituir o Bolsa Família e mais duas parcelas complementares, uma dentro e outra fora do teto de gastos, que é a regra que limita o avanço das despesas à variação da inflação.

De acordo com o Estadão/Broadcast, a nova proposta do benefício permitiria o pagamento de, em média, R$ 400 por mês no ano que vem, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) buscará a reeleição.

Pagamento de parcelas extras no novo Bolsa família

Além da parcela fixa no valor médio que cabe dentro do orçamento atual do programa (R$ 35 bilhões), o que daria R$ 194,45, haveria duas adicionais de aproximadamente R$ 100 cada, pagas ao mesmo público que receberá o Auxílio Brasil.

Uma dessas parcelas adicionais temporárias seria paga dentro do teto de gastos, com o espaço aberto por meio da aprovação da PEC dos Precatórios. A parcela do teto faria o Auxílio Brasil chegar a R$ 300, começando em novembro.

A outra parcela, que faria o Auxílio total chegar a R$ 400, começaria a ser paga em dezembro, para dar tempo de incluir a autorização para a despesa ficar fora do teto na PEC dos Precatórios .

Resistência da Economia e outras opções de aumento para o Auxílio Brasil

extensão do Auxílio Emergencial é uma das outras opções pensadas pelo governo para solucionar o aumento do valor mensal do Auxílio Brasil.

Atualmente, o Auxílio Emergencial paga entre R$ 150 e R$ 375 a 39 milhões de brasileiros e foi ciado para amortecer os impactos econômicos da covid-19 sobre os mais vulneráveis.

A equipe do Ministério da Economia está tentando resistir a qualquer tipo de pagamento que precise ultrapassar o teto de gastos, mas a ala política do governo tem atuado para enfraquecer a posição de Paulo Guedes, chefe da pasta.

Nessa segunda-feira(18), em meio a um ambiente de indefinição, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), relativizou a importância do cumprimento das regras fiscais ao defender urgência na definição do novo programa social do governo. Ele disse que não se pode "pensar só em teto de gastos e responsabilidade fiscal", em detrimento da população.