Economia

Petrobras diminuiu dívida bruta e tem lucro de R$ 31,1 bilhões no terceiro trimestre de 2021


A Petrobras, no resultado financeiro do terceiro trimestre de 2021, obteve lucro líquido recorrente de US$ 3,3 bilhões

Robert Sarmento
Robert Sarmento
Publicado em 28/10/2021 às 21:26
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A Petrobras diminuiu a dívida bruta para o valor de US$ 59,6 bilhões e registrou lucro de R$ 31,142 bilhões, no terceiro trimestre de 2021. Com o resultado, a companhia atinge, com mais de um ano de antecedência, a meta de US$ 60 bilhões, prevista para o final de 2022.

No resultado financeiro do terceiro trimestre de 2021, a Petrobras obteve lucro líquido recorrente de US$ 3,3 bilhões. A geração de caixa operacional e o fluxo de caixa livre, totalizando US$ 10,5 bilhões e US$ 9 bilhões, respectivamente, e EBITDA ajustado recorrente de US$ 12,2 bilhões.

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O cumprimento desta meta, antes mesmo do prazo acordado, mostra o compromisso da companhia com uma gestão técnica e equilibrada. A dívida da Petrobras chegou a mais de US$ 130 bilhões em 2014, valor que era de cerca de US$ 160 bilhões, se levarmos em conta também os afretamentos que passaram a ser considerados como dívida a partir de 2019 com a adoção do IFRS 16.
Rodrigo Araújo, Diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores

Produção da Petrobras

A produção média de óleo, líquido de gás natural (LGN) e gás natural da Petrobras alcançou 2,83 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no período, um aumento de 1,2% em relação ao trimestre anterior, mesmo em um cenário ainda de restrições em função da pandemia da COVID-19.

O pré-sal atingiu 71% da produção, com destaque para a entrada em operação do FPSO Carioca (campo de Sépia) e para o atingimento do topo de produção do FPSO P-70 (campo de Atapu).

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As vendas de derivados no trimestre alcançaram volumes de 1,9 milhão de barris por dia (bpd), 10,7% maiores do que no trimestre anterior, com aumento na comercialização de todos os produtos. A produção de derivados nas refinarias também subiu 11% no mesmo período devido à maior demanda do mercado interno e maior disponibilidade das unidades de refino

Na comparação do segundo e do terceiro trimestre, o fator de utilização das refinarias aumentou de 75% para 85% e, em outubro, chegou a alcançar 90%.

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Em 5 de outubro, a Petrobras concluiu a parada programada da Rota 1 do pré-sal da Bacia de Santos. Foram adotadas diversas ações para mitigar os impactos associados à redução da oferta de gás, como a ampliação da capacidade do Terminal de Regaseificação da Baía de Guanabara de 20 milhões para 30 milhões de m³/dia e o aumento do volume de GNL regaseificado, que alcançou uma média de 30 milhões de m³/dia no terceiro trimestre, crescimento de 66,7% em relação ao trimestre anterior.

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